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Notícias

  24/11/2005 

Seminário retoma projeto nacional de desenvolvimento

“Economias desenvolvidas e subdesenvolvidas requerem tratamentos distintos. Não podemos ignorar a especificidade do subdesenvolvimento, do contrário estaremos condenados a sobreviver no quadro da dependência que tão bem conhecemos”. O recado do economista Celso Furtado, em trecho de carta enviada ao presidente Luís Inácio Lula da Silva, em julho de 2004, cinco meses antes de seu falecimento, será retomado nesta quinta-feira (24), no seminário internacional “A atualidade do pensamento de Celso Furtado”, no Auditório Petrônio Portella do Senado Federal.

Estudiosos de destaque no debate econômico como Maria da Conceição Tavares, da Universidade Federal do Rio do Janeiro (UFRJ), Luiz Gonzaga Belluzzo, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Aldo Ferrer (Universidade de Buenos Aires) e ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos Lessa, hoje também professor da UFRJ, participarão de debates temáticos relacionados com a obra de Furtado que se estenderão até sexta-feira (25).

O evento marca o início das atividades do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento, proposto pelo presidente Lula na sessão de abertura da XI Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento, realizada em São Paulo (Unctad), em 14 de junho de 2004, e criado oficialmente na Conferência de Helsinque, na Finlândia, em setembro passado.

Em manifesto de apoio divulgado na ocasião do surgimento ao Centro, especialistas salientam a importância da iniciativa. “A agenda do desenvolvimento é uma equação política, antes de ser econômica. Mas não pode prescindir de um centro de reflexão estratégica que aproxime idéias e forças progressistas empenhadas em decifrar os enigmas de nosso tempo”.

Em outro trecho, o manifesto faz uma defesa do planejamento do Estado com prioridade para o aspecto social e toca no ponto nevrálgico da mais recente polêmica em torno do ajuste fiscal. “Na busca obsessiva de angariar a confiança dos mercados financeiros, as políticas econômicas que hoje predominam deixaram de refletir as escolhas dos cidadãos e se tornaram reféns da opinião instável e comprometida com o curto-prazo dos operadores da finança. Esta circunstância estreitou o alcance das políticas públicas e subtraiu fundamento econômico às idéias de solidariedade e bem-estar social”.

A produção intelectual de Celso Furtado vem exercendo influência na formação da consciência crítica na América Latina e no mundo há mais de 50 anos. O mesmo documento de apoio ao Centro destaca que deve-se ao economista brasileiro “a compreensão de que as estruturas de poder e de produção precisam ser modificadas para que o desenvolvimento possa romper a lógica da dependência e da concentração de riqueza”.

Para conferir a programação , acesse o site da Agência Carta Maior

 

Última atualização: 24/11/2005 às 11:15:00
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