A governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria (PSB), afirmou ontem, em Brasília, que o Projeto São Francisco representará melhoria da qualidade de vida da população nos quatro estados beneficiados. Wilma teve uma audiência à tarde com o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes. “A integração de bacias é importantíssima, pois resolverá o grave problema do abastecimento de água”, comentou a governadora.
O Projeto São Francisco beneficiará 12 milhões de pessoas em pequenas, médias e grandes cidades de quatro estados: Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. Wilma de Faria destacou a importância da construção, pela sua administração, da barragem de Oiticica, que define como “o pulmão da integração das águas do São Francisco no Rio Grande do Norte”.
Essa barragem receberá água do Velho Chico através do rio Piranhas-Açu, que vem da Paraíba, e de lá vai distribui-la. A barragem ficará na região do Siridó. “É a área mais seca do Estado, onde o solo é cristalino e há muitos problemas de abastecimento”, informou. Ela lembrou que mais de 80% do território potiguar está no Semi-árido. A governadora ressaltou que apesar de terem sido feitos investimentos em adutoras para atender áreas urbanas e rurais, o Rio Grande do Norte enfrenta muitas dificuldades, porque é preciso perenizar rios para atender as necessidades de todo o Estado.
Sobre a revitalização do São Francisco, uma das prioridades do Governo Federal, Wilma Faria disse que todos os governadores dos estados beneficiados têm consciência de que é preciso recuperar o rio. “Precisamos recompor as matas ciliares e investir em saneamento básico nas cidades da bacia, porque a destruição das matas e o despejo de esgotos ‘in natura’ é que matam o rio. Não é tirar pouco mais de 1% da água que vai matar, de jeito nenhum. Precisamos cuidar do rio e seu entorno.
Esse trabalho de recuperação já está sendo feito pelo Governo Federal”, afirmou. O Projeto São Francisco prevê a captação, abaixo da barragem de Sobradinho e de modo contínuo, de 26 metros cúbicos por segundo (m³/s), ou seja, 1,4% do volume de água que o rio despeja no mar.
Fonte: Diário do Nordeste |