O consumidor precisa ficar atento para não cair nas armadilhas dos bancos relacionadas à queda nas taxas de juros anunciadas desde o início do ano. No entanto, a diminuição não veio da boa vontade das organizações financeiras, e sim da pressão do governo federal.
Os públicos foram os que mais reduziram os juros cobrados nas operações de crédito. Bom exemplo é que as tarifas do cheque especial no Banco do Brasil e na Caixa caíram 39% e 46%, respectivamente. Em contrapartida, no Itaú, a queda foi de apenas 2,7% e, no HSBC, subiu 1,4%. Os dados são do Banco Central.
A Caixa, por exemplo, reduziu a cobrança do cheque especial 17 vezes mais do que o Itaú, se for comparada a menor com a maior queda registrada de janeiro a outubro. Também houve diminuição nas taxas de financiamento de veículos. No BB, caiu para 34% e para 37% na Caixa.
Em janeiro, o cliente da Caixa pagava R$ 793,51 na prestação de um veículo de R$ 20 mil, financiado em 12 vezes. Agora, o valor é de R$ 701,56. Redução mensal para o consumidor de R$ 91,95. Ou seja, R$ 3.310,20 no final do financiamento.
Não houve redução expressiva no crediário. A taxa da modalidade variou de 6,5% a 29%, exceto na Caixa, onde o banco cortou em 81%: de 6,26% para 1,19% ao mês. Se comparado com os juros do HSBC, os mais altos, o da instituição financeira é 72% menor.
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