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Notícias

  09/11/2005 

Fim da exclusividade na operação do FNE preocupa

A votação do substitutivo do projeto de lei do senador Antônio Carlos Magalhães, marcado para amanhã, que prevê entre outras alterações, retirar a exclusividade do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) de operar o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), mobilizou dirigentes do banco e entidades de classe.
 
Desde ontem, o presidente do BNB, Roberto Smith, o diretor de Gestão do Desenvolvimento do banco, Pedro Eugênio de Castro Toledo Cabral, o presidente da Associação Funcionários do Banco do Nordeste (Afbnb), José Frota de Medeiros e parlamentares estão em Brasília, articulando reuniões com senadores e com o próprio ACM, com objetivo de esclarecer sobre a importância do Fundo para o desenvolvimento da região nordestina.
 
Pedro Eugênio de Castro, diretor do BNB, explicou que a aprovação da emenda “pode com certeza prejudicar o Nordeste, uma vez que a região vai deixar de contar com um banco capacitado, que cumpre suas metas”. “Se outros bancos também operarem com o FNE, vai significar uma diminuição da taxa de remuneração do banco e vai deixar uma equipe de gestão do fundo ociosa”, salienta.
 
“Vamos trocar idéias, mostrar que se o projeto for aprovado vai prejudicar o desenvolvimento da região”. “Se o BNB, que está cumprindo bem sua missão, perde uma fatia do fundo para um banco que não está estruturado para operá-lo, é ruim para região”, completou.
 
Para José Frota de Medeiros, presidente do Afbnb, a aprovação da emenda “vai significar perda para a região”. “O BNB desenvolve estudos econômicos, atua na capacitação, fornece apoio tecnológico opera financiamento de crédito bastante específico, com juros mais baixos que o mercado”. “O banco conhece a região e suas necessidades”, destacou.
 
Frota lembrou também que “as experiências que o País têm de depósitos em bancos privados, foram nada animadores, com o foi o caso do FGTS”. “O mesmo poderia acontecer com o FNE”, esclareceu.
 
INDÚSTRIA — Na visão de Fernando Castelo Branco, diretor da área financeira da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), “será negativo em termos do BNB. Sendo gestor único do FNE, o desempenho do banco é melhor, o orçamento para gerir é maior, e indiretamente, beneficia as empresas cearenses”.
 
Ele adiantou que a Fiec, há cerca de dois meses, apresentou ao próprio senador Antônio Carlos Magalhães, várias emendas ao projeto, através do CNI (Confederação Nacional da Indústria). Entre elas, é a de que “aonde não houvesse agência do BNB, o dinheiro do fundo poderia ser movimentado pelo Banco do Brasil ou Caixa Econômica, excluindo a figura do banco privado”. “Não sabemos se as emendas foram apreciadas”, mencionou. Na opinião de Álvaro Correia, presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial (Aedi), “a idéia de partilhar os recursos do FNE com outros bancos não seria benéfico para a região”. “Embora houvesse a possibilidade da taxa de financiamento baixar, em função da concorrência, os outros bancos não teriam as mesmas condições que o BNB”, conclui.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste

Última atualização: 09/11/2005 às 11:08:00
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