A Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou ontem, por ampla maioria, em Nova York, sua 14ª resolução condenando o bloqueio e as sanções comerciais do governo dos Estados Unidos a Cuba. Por 182 votos a favor, quatro contra e uma abstenção, a Assembléia Geral lembrou a ''necessidade suspender o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba''.
A Assembléia Geral reiterou ''a exortação a todos os estados (países): que se abstenham de promulgar e aplicar leis e medidas'' similares às adotadas pelos Estados Unidos, leis que comprometam ''suas obrigações com a Carta das Nações Unidas e com o Direito Internacional, que, entre outras questões, reafirmam a liberdade de comércio e navegação''.
As sanções econômicas norte-americanas a Cuba foram aprovadas em 1961 pelo então presidente norte-americano John F. Kennedy, imediatamente depois da frustrada invasão de exilados cubanos à baía dos Porcos. Entretanto, só entraram em vigor a 7 de fevereiro de 1962.
Esta foi a primeira de uma série de medidas de caráter econômico e comercial destinadas a isolar o regime de Fidel Castro, às quais se seguiram, entre outras, as leis Helms-Burton e Torricelli, além das restrições às viagens dos norte-americanos à ilha.
A resolução contra o embargo foi apresentada pelos cubanos em 1992 à Assembléia Geral da ONU, integrada por 191 países, e teve o crescente apoio da comunidade internacional. Naquele ano, governos de 59 nações apoiaram o texto. Esse número aumentou para 179 em 2004 e 182 em 2005.
O governo dos EUA considera que oito países violaram as liberdades religiosas durante este ano e são China, Irã, Mianmar (ex-Birmânia), Coréia do Norte, Vietnã, Eritréia, Sudão e Arábia Saudita, de acordo com o sétimo relatório anual do Departamento de Estado sobre o tema, divulgado ontem.
O departamento divulga todos os anos sua lista negra de países que não respeitam as liberdades religiosas no mundo, com base nas recomendações de uma comissão nomeada pelo presidente George W. Bush e o Congresso.
O documento afirma que Mianmar, China, Coréia do Norte e Cuba realizam ''ações totalitárias ou autoritárias para controlar as crenças ou as práticas religiosas''.
Fonte: Agências de Notícias |