Os bancários poderão entrar em greve ainda este mês, caso os banqueiros não atendam às reivindicações da classe. Quem alerta é o presidente do Sindicato dos Bancários do Estado do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra, que foi a São Paulo participar de mais uma rodada de negociações junto à Federação Nacional de Bancos (Fenaban). Justificando a possibilidade de greve, disse que os banqueiros estão oferecendo uma proposta de aumento 6%, o que está muito aquém das reivindicações. “Nossa categoria quer um aumento real de 5%, a inflação ocorrida no ano, o que vai chegar a mais de 10%, o que está muito distante do oferecido”, afirmou.
A classe, segundo ele, quer ainda participação nos lucros dos bancos, que continuam grandes, sem justificativa para uma negação, melhoria no piso inicial, além de questões como mais contratação de trabalhadores, plano de saúde e igualdade de oportunidades. Os bancários, conforme Bezerra, querem ainda mais segurança no trabalho, devido ao crescimento do número de assaltos a bancos no Estado.
Ele informa que os banqueiros estão oferecendo apenas 0,7 % de aumento real e esse percentual já está sendo rejeitado pelo segmento, que quer, no mínimo, 5%. “O que foi oferecido pelos banqueiros até agora, não vai resolver o que os bancários estão reivindicando e isso é praticamente a certeza da greve que a classe já admite fazer”, alerta. “Estamos no momento decisivo com a Fenaban, que possibilita condição de aceitar os direitos dos bancários sem um conflito maior. Mas ela precisa aumentar a proposta de aumento salarial, para evitar a greve”, reforça.
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