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Notícias

  20/10/2005 

Perigo para os sindicalistas

Um total de 145 pessoas perderam a vida por causa de suas atividades sindicais em 2004, 16 a mais que em 2003, segundo o Informe anual da CIOSL (Confederação Internacional de Organizações Sindicais Livres) sobre as violações dos direitos sindicais. O informe, que cobre 136 países dos cinco continentes, documenta mais de 700 agressões violentas contra sindicalistas, e cerca de 500 casos de ameaças de morte.

Em numerosos países, os sindicalistas continuam sendo vítimas de detenções, encarceramentos, demissões e discriminação, enquanto que se recorrem a obstáculos legais para impedir a sindicalização e a negociação coletiva, negando, assim, para milhões de trabalhadores e trabalhadoras seus legítimos direitos.

"O Informe deste ano revela até onde estão dispostos a chegar muitos governos e empregadores para conseguir tomar a dianteira em alguns mercados globais, onde a competição é cada vez mais feroz", afirmou o secretário geral Guy Ryder, acrescentando que "a globalização deve tomar uma via completamente distinta da que segue atualmente, na qual as preocupações sociais e o fim da exploração ocupem um lugar central, em vez de ficar à margem".

A América se destaca como a região com maior número de assassinatos e ameaças de morte, enquanto que a região da Ásia e Pacífico registra o número mais elevado de sindicalistas agredidos. No Oriente Médio, onde em certos países os sindicatos são totalmente proibidos, 11 trabalhadores morreram por causa de suas atividades sindicais (sete deles num incidente ocorrido no Líbano quando o exército atirou contra os participantes de uma marcha de protesto sindical).

Na Europa, a situação é, em geral, bastante menos dramática, ainda que as autoridades de alguns Estados da antiga União Soviética tentam, por todos os meios, assumir um controle absoluto sobre os sindicatos.

Mais uma vez, a Colômbia foi o país mais perigoso do mundo para os sindicalistas, com 99 assassinatos e centenas de ameaças de morte, num contexto de esforços sistemáticos por parte do governo para debilitar o movimento sindical. Em outros países latino-americanos, foram registrados mais 15 mortos.

Juntamente com a Colômbia, vários outros países se destacam mais uma vez no Informe deste ano, incluindo Bielorrúsia, Birmânia, China, Filipinas, Haiti, Irã, Nigéria, República Dominicana, Venezuela e Zimbábue.

Nas Américas, os trabalhadores e trabalhadoras das ZFI (Zonas Francas Industriais) no Haiti, Nicarágua e muitos outros países têm sofrido também repressão sindical. Entre as tácticas utilizadas pelos empregadores na zona de Ouanaminthe, no Haiti, a CIOSL cita a proibição dos trabalhadores eleitos como representantes sindicais de poder ir ao banheiro durante as horas de trabalho, 34 membros de um sindicato recém-formado que foram despedidos e conduzidos para fora da fábrica sob a mira de uma pistola, e a violenta surra e posterior demissão de que foi vítima o líder sindical Ariel Jérôme.

O Informe também centra sua atenção sobre vários países industrializados. Os Estados Unidos, que ainda não ratificou os convênios fundamentais sobre liberdade sindical e o direito à negociação coletiva, figuram mais uma vez pelas violações generalizadas que tem acontecido. Os empregadores freqüentemente recorrem a firmas especializadas no intuito de acabar com os sindicatos para impedir que os trabalhadores votem para eleger seus representantes sindicais, e utilizam reuniões a portas fechadas como plataforma para ameaçar que os lugares de trabalho fecharão, se os funcionários decidem se sindicalizar. Alguns empregadores têm ido ainda mais longe. Entre os exemplos citados figura o do gigante varejista Wal Mart, que interferiu numa eleição sindical, dedicando-se a supervisionar as atividades do sindicato de trabalhadores, interrogando-os sobre o apoio que davam ao sindicato, transferindo empregados dentro e fora do departamento para diluir o apoio ao sindicato, e oferecendo incentivos aos trabalhadores para que votassem contra a sindicalização nas vésperas das eleições.

Fonte: Adital

Última atualização: 20/10/2005 às 11:09:00
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