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Notícias

  18/10/2005 

CNB/CUT parabeniza a todos os bancários

De 100 a 150 mil bancários parados por dia. Resultado, aumento real, abono de R$ 1.700 e melhora na Participação nos Lucros e Resultados. Não é ainda o que queremos, mas avançamos e conseguimos vitórias econômicas e políticas importantes neste ano.

Nas econômicas, é bom lembrar que quebramos a lógica dos banqueiros, de abono ou reajuste. Conseguimos aumento real, que repercute em todas as verbas econômicas, e abono, que representa renda no bolso imediatamente.

NA PLR, começamos o debate de um valor a mais pago de maneira linear. Não conquistamos ainda (com exceção do avanço no BB), mas buscamos aumento de quase 15% na parte fixa. E quando começamos a discutir algo, mesmo não ganhando num primeiro momento, a idéia permanece para as próximas campanhas.

Na parte política, vitória da unidade. Somos apenas uma categoria, bancários, e consolidamos a campanha conjunta entre trabalhadores de empresas privadas e públicas. Por todo o país aconteceram assembléias com participação de milhares de pessoas, votando, discutindo, exercitando a democracia.

Democracia que se consolida também na negociação direta, sem a interferência de tribunais nem de setores que sempre jogam com “o pior melhor”, acabam fazendo o jogo dos patrões e pondo em risco direitos conquistados há décadas.

Valorizando o papel da greve - É bom lembrar que em 2004 fizemos 30 dias de greve, que é o principal instrumento de luta da categoria. A participação dos bancários foi forte, retomando os movimentos de massa, mas os resultados não foram os esperados. Até porque os setores pretensamente radicais, de braços dados com a Contec, acabaram correndo para o tribunal, traindo a todos. Neste ano, após seis dias de paralisação, os banqueiros aumentaram sua proposta, passando de redução salarial para aumento real, melhora do abono e da PLR. Pela força da categoria e uma condução correta das negociações.

Mas nem tudo foi tranqüilo. Alguns bancos, principalmente o Bradesco, fizeram jogo sujo utilizando a polícia para bater em bancários, sindicalistas. Outro ataque ao direito de greve foi o uso do interdito proibitório por todas as empresas, usando um mecanismo para a retomada de posse de imóveis invadidos para coibir o direito de greve. Para eles, a greve é um direito, desde que não haja greve no banco deles.

Não foi fácil, mas foram mais fortes os bancários. Em atividades, nas assembléias, na greve. Todos estamos de parabéns. Porque provamos nossa força, união e que estamos preparados para novas conquistas.

É de destacar a participação dos trabalhadores tanto em bancos públicos quanto privados. Nos públicos, a participação é histórica e favorece a luta geral da sociedade. Nos privados, mesmo com o emprego em risco e o assédio moral, vários locais pararam espontaneamente.

É bom lembrar também que há bem pouco tempo estávamos discutindo reajuste zero nos bancos públicos e fazendo greve para seguir a Fenaban. Este ano, isso foi conquistado logo no começo. Temos muito de avançar em problemas específicos e as negociações continuam. Temos de conquistar a melhora das condições de trabalho, garantia de emprego, fim do assédio moral, melhores condições de trabalho e saúde.

Nossa campanha não acaba com a assinatura de um acordo. A luta dos bancários é feita todo dia, quando cada um começa a trabalhar. Saímos desta campanha com resultados positivos, mas ainda temos muito a fazer. O momento é de comemorar, mas nos preparamos para a próxima campanha, que já começa.

Fonte: Vagner Freitas, presidente CNB/CUT

Última atualização: 18/10/2005 às 11:00:00
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