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Notícias

  17/10/2005 

BNB não vê provas contra Kennedy

A auditoria feita pelo Banco do Nordeste não encontrou irregularidade no contrato com a empresa Sistema de Transmissão Nordeste (STN). O ex-assessor do BNB Kennedy Moura é investigado por um suposto beneficiamento da STN na licitação
 
Após 90 dias de auditoria, a comissão interna de sindicância do Banco do Nordeste (BNB) encerrou a investigação sobre o suposto caso de favorecimento da empresa Sistema de Transmissão Nordeste (STN), em licitação para a construção de linhas de transmissão de energia elétrica ligando Fortaleza a Teresina (PI). Nenhuma irregularidade foi identificada, diz o banco. Também não foram encontradas provas que envolvessem Kennedy Moura Ramos, ex-assessor da presidência do BNB.
 
''A comissão analisou todos os documentos internos de operação de crédito, movimentação bancária e administrativos que poderiam ter relações com Kennedy Moura, e não ficou evidenciada nenhuma irregularidade'' afirmou o Superintendente de Auditoria do BNB, Leovigildo Holanda.
 
Além da análise de documentos, os auditores do banco também tomaram depoimentos de funcionários e convidaram Moura para prestar esclarecimentos. O assessor compareceu. ''Como a comissão tem uma abrangência interna, não podemos obrigar ninguém de fora do banco a vir se explicar. Kennedy não veio, mas isso não influenciou nossa investigação'', explicou Holanda. Em nota divulgada à imprensa, o BNB diz que a obra licitada está em fase de implantação, obedecendo os cronogramas previstos.
 
Ao ser procurado pelo O POVO, Kennedy Moura ainda não tinha conhecimento sobre o desfecho das investigações. ''Fico feliz com essa notícia. Ela ratificou o que eu sempre disse. Não fiz qualquer contato para favorecimento pessoal e me afastei do banco para dar mais liberdade aos auditores'', disse, enfatizando também que a ''gestão democrática'' do BNB ''faz com que seja praticamente impossível fazer tráfico de influência''.
 
O caso teve início no dia 8 de julho, quando José Adalberto da Silva, na época assessor do deputado José Guimarães (PT), foi preso no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, com R$ 209 mil escondidos na mala e US$ 100 mil na cueca. Com base nas investigações, o Ministério Público Federal (MPF) passou a suspeitar que o montante poderia ser propina obtida em troca do suposto direcionamento do contrato de R$ 299,9 milhões obtido pelo STN junto ao BNB.
 
Adalberto e Kennedy trabalharam juntos no gabinete do deputado José Nobre Guimarães (PT). Antes de tentar embarcar com o dinheiro, Adalberto se encontrou com um representante do STN, em São Paulo. Na capital paulista, o ex-petista fez apenas uma ligação do quarto de hotel, e foi para Kennedy Moura. O caso ainda está sendo investigado pelo MPF e pela Polícia Federal.

Fonte: Jornal O Povo

Última atualização: 17/10/2005 às 12:26:00
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