Do total de professores que existem hoje no Brasil, 81,5% são mulheres e 18,5% são homens, com idade média de 38 anos. Um terço deles se considera pobre e 65,5% ganham entre dois e 10 salários mínimos. O perfil dos educadores brasileiros foi definido por uma pesquisa realizada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Foram entrevistados 5 mil docentes do Ensino Fundamental e Médio, de escolas públicas e privadas de todos os 27 estados do país, o que representa um universo expandido de 1,7 milhão de pessoas. O estudo, que aborda questões sociais, econômicas e profissionais, foi lançado esta semana no auditório do Ministério da Educação, em Brasília.
A pesquisa procurou saber como é a realidade em que vivem os docentes e suas perspectivas, aspirações profissionais e questões referentes ao meio social em que moram. Os resultados deixam claras as grandes desigualdades regionais e as diferenças na situação dos professores de escolas privadas e públicas.
De um modo geral, os professores públicos estão em condições econômicas e sociais bem inferiores aos seus colegas que trabalham em instituições particulares. Enquanto 43,5% dos professores com renda familiar superior a 10 salários mínimos trabalham em escolas privadas na região sudeste, no nordeste esse índice cai para 12,5%.
Quanto à formação profissional, 67,5% afirma ter concluído o Ensino Superior e 32,5% terminaram o ensino médio. A habilitação profissional inadequada - ter apenas o Ensino Médio regular sem formação pedagógica ou o Ensino Superior sem licenciatura - é verificada em todo o Brasil.
Fonte: Agência de Informação Frei Tito para a América Latina (ADITAL) |