Nada de novo foi apresentado pela representação do Banco na 4ª rodada de negociação com a Comissão Nacional dos Funcionários do BNB (CNFBNB/CNB-CUT), ocorrida na tarde desta terça-feira, 4/10. Nem mesmo o posicionamento quanto ao cumprimento do acordo da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi afirmado.
No início da reunião, a Comissão Nacional protestou contra a pressão que o Banco está exercendo sobre os gestores para que não participem da greve. Também interpelou a Instituição quanto a sua posição de ingressar na mesa única. Mais uma vez, a representação do BNB afirmou que é favorável ao cumprimento da Fenaban, mas ainda não tem autorização do governo. A CNFBNB protestou contra a demora na definição deste ponto e reivindicou que o Banco dê sua resposta o mais breve possível.
Em um segundo momento, a Comissão Nacional introduziu a discussão sobre a cláusula de extrapolação da jornada de trabalho, que se relaciona com as cláusulas de ponto eletrônico, segurança bancária, cumprimento das metas e assédio moral. O Banco reconheceu que a extrapolação é um problema, mas remeteu a posição sobre este assunto para a próxima negociação. Na oportunidade, a CNFBNB pediu que o Banco disponibilize o Plano Anual de Metas para as entidades representativas do funcionalismo, para análise. O assunto também ficou pautado para discussão na próxima negociação. Quanto à cláusula de assédio moral, o Banco prefere aguardar o posicionamento da Fenaban.
Em relação à cesta-alimentação, o BNB disse que só vai conceder o reajuste do benefício após o fechamento do acordo da Fenaban, garantindo a inclusão das diferenças. A CNFBNB registrou o pleito de que o reajuste seja concedido conforme acordado em 2003 (a partir de 1°/9/2005).
Na ocasião, a Comissão Nacional fez a entrega formal das questões funcionais oriundas da 28ª Reunião do Conselho de Representantes da AFBNB, ocorrida em agosto último. As questões serão agregadas à Minuta de Reivindicações.
Em seguida, o Banco afirmou que concorda com a manutenção das cláusulas de auxílio enfermidade, adicional de insalubridade, seguro de vida em grupo, abono participação sindical, delegado sindical, quadro de avisos, malote, intranet, multa por descumprimento do acordo e vigência.
Reuniões específicas
As entidades ressaltaram que o estudo do GT Camed foi concluído e interpelaram o Banco quanto à implementação das propostas. O BNB informou que o assunto está pautado para a próxima reunião da diretoria da Instituição. Será marcada uma reunião específica para tratar do assunto, condicionada ao calendário da greve.
Quanto ao PCR, a Comissão Nacional também reivindicou uma reunião específica para que o Banco apresente sua posição sobre o novo Plano. O BNB informou que o PCR está em Brasília, sob análise do DEST. A CNFBNB registrou que os funcionários sentem que o Banco está tratando o assunto com descaso e reivindicou que a questão seja tratada de forma definitiva. Já a instalação da CIN-Pessoal ficou marcada para esta quarta-feira, 5/10, no Passaré.
Avaliação
Na avaliação da Comissão Nacional, o Banco não apresentou nada de novo nesta 4ª rodada de negociação. Na mesa, os negociadores do BNB apenas reafirmaram que não têm resposta às reivindicações do funcionalismo, o que caracteriza desrespeito com a categoria e falta de sintonia entre os seus negociadores - que parecem não ter autonomia ou respaldo para avançar nas questões. O Banco nem mesmo garantiu o cumprimento da Fenaban, ou seja, não há garantias da concessão nem mesmo dos 4% de reajuste salarial. Quanto às outras questões pendentes, o Banco só confirmou cláusulas básicas, cuja supressão não teria sentido.
Dessa forma, a Comissão Nacional avalia que a negociação chegou a um estágio em que não irá avançar se não houver greve. Por isso, orienta o funcionalismo a intensificar o trabalho de mobilização nas unidades, para a construção de uma greve forte a partir do próximo dia 6.
A postura adotada pelo Banco, de enrolação, está clara. Entretanto, se a greve for bem sucedida, a negociação vai avançar. E para a greve ser curta, precisa ser eficiente. Os funcionários devem se mobilizar para dar respaldo à Comissão Nacional. Nesse sentido, não podem aceitar qualquer intimidação ao direito legítimo e constitucional da greve, nosso maior instrumento. Por isso, a Comissão Nacional registrou seu repúdio quanto à pressão que o Banco está exercendo sobre comissionados.
Os funcionários do BNB são os bancários com o maior índice de perdas salariais acumuladas, além de direitos usurpados pela administração anterior. Não podemos esquecer, ainda, que o novo Plano de Cargos e Salários continua se arrastando enquanto o Plano em vigor não existe legalmente. É preciso resgatar a auto-estima dos benebeanos, que têm em sua história de luta várias conquistas alcançadas com muito esforço, mediante a mobilização.
Uma nova rodada ainda não foi marcada e vai depender da mobilização do funcionalismo. Agora, está nas mãos de cada funcionário a conquista de um acordo digno.
TODOS À ASSEMBLÉIA NESTA QUARTA-FEIRA, DIA 5/10, NO SINDICATO DE SUA BASE!
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