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Notícias

  04/10/2005 

Funcionários se manifestam sobre intimidação de gestores

O Banco do Nordeste não admite que funcionários comissionados participem de movimento grevista. Aquele funcionário que resolver participar da greve deverá entregar a comissão. É este o recado que os gestores, de todos os níveis, estão recebendo do Banco nos últimos dias. O fato chegou ao conhecimento das entidades representativas do funcionalismo – AFBNB e sindicatos – na última semana, causando repúdio.

Para fazer coro ao protesto das entidades, a AFBNB solicitou dos funcionários suas opiniões sobre esta posição do Banco. Tais contribuições foram reunidas abaixo, numa manifestação do conjunto dos companheiros contra essa atitude antidemocrática da Direção do Banco. Confira alguns trechos, a seguir:

“Não tem o menor cabimento a posição do banco no sentido de ameaçar os comissionados, caso venham a participar do iminente movimento grevista. É de todo direito exercemos o direito de greve, principalmente quando estamos em campanha salarial, num país que não reconhece a nossa classe. Não era preciso fazer greve no governo do PT, eleito pela maioria esmagadora dos trabalhadores. É sem nenhum propósito essa ação ilícita do banco de contrariar os direitos dos trabalhadores. É lamentável que o governo do PT e a direção o Banco estejam cuspindo no prato que comeram”.

“Sobre essa intimidação, pródiga de alguns gestores saudosos do período repressivo, continuaremos intimidados se agirmos em sigilo. Melhor seria agirmos de peito aberto, sem medo de ser feliz. Não com desrespeito, nem pela emoção, mas com uma atitude digna e coerente, porque assim faremos lembrar sempre do início da democracia no BNB, na atual administração”.

“Estamos entre a cruz e a espada. Senão vejamos: 1) Desde a greve de 2003 (portanto a primeira no governo LULA) o próprio presidente mandou cortar o ponto dos grevistas. Quer dizer que um presidente que foi levado ao poder justamente pelos trabalhadores, em geral, e principalmente pelos bancários, mostrou-se justamente do outro lado, desrespeitando assim o nosso direito constitucional. 2) Não cabe mais nenhuma desculpa a grande enrolação que o BNB vem apresentando quando está marcada rodada de "negociação", sempre postergando, adiando, transferindo etc. Nem mesmo pontos importantes referendados no acordo do ano passado foram implementados, como PCS, pagamento do passivo trabalhista e outros. Pelo exposto, só podemos esperar o pior, ou seja, não concessão de nenhum reajuste salarial, não cumprimento das cláusulas pendentes dos acordos passados e ainda, propensos a sofrer pressões ou, até mesmo, sanções administrativas. (...) E ainda, como um Banco do governo, terá de agir tal qual a consideração que o presidente demonstra para com os bancários, conforme já está comprovado, pois só faltava a coação – e esta está chegando”.

“Na nossa agência ainda não está havendo esse tipo de pressão e o processo é democrático, tanto de participação em Assembléias, manifestações, e até mesmo o direito soberano e constitucional de Greve. Quanto às notícias desse tipo de comportamento da administração do Banco, através dos Senhores Superintendentes, todos nós, funcionários da Unidade, só temos a declarar o seguinte: Não foi para isso que elegemos o presidente Lula, deputados, senadores, governadores, prefeitos e vereadores trabalhistas”.

“Repudio totalmente (caso seja verdade) a coação (porque é assim que se pode chamar) realizada pela direção do Banco do Nordeste sobre os comissionados, na tentativa de evitar que a greve, direito constitucional de uma nação democrática, se estabeleça. Sou comissionada, mas não tenho cargo de chefia, e, mesmo que o tivesse, não me deixaria abater por tal atitude da direção do BNB. Se alguém tem cargo de chefia, ou comissão, isso se deve ao seu talento e competência. Eu, por exemplo, quando recebi meu ato administrativo, não constava que minha nomeação estava condicionada a não participar de greves. Minha comissão é fruto de meu esforço e competência e nunca será moeda de troca!”

“O secular conceito: ‘Todo oprimido é um opressor em potencial’  está sendo comprovado ante a postura da direção do BNB ao limitar e condicionar a participação dos comissionados no movimento trabalhista da categoria bancária”.

“Eu acho um absurdo o que os dirigentes do BNB estão fazendo. O pior de tudo isso é a ‘fraqueza e covardia’ dos nossos colegas. A greve é um direito do cidadão. É nossa arma. O fato de sermos administradores (eu estou Gerente de Negócios) não nos dá o direito de usarmos de pressões ou ameaças para tentar enfraquecer ou mesmo evitar que se faça a greve. No próximo dia 06 daremos a resposta, caso a direção do Banco não aceite as nossas reivindicações. Eu não aceito ameaças de quem quer que seja”.

“Não podemos aceitar tal intimidação, pois estamos no governo dos trabalhadores. Se não coibirmos agora, estaremos voltando ao passado. Isto, tenho certeza, não queremos mais”.

“Considero esse episódio um ato de truculência daqueles que se dizem portadores dos ventos da democracia dentro de nossa instituição, com agravante de que os mesmos são representantes dos partido dos trabalhadores. Em que estado democrático vivemos? Onde não podemos exercer um direito constitucional. Será que esqueceram o passado tão recente?”

“Ontem, meus heróis. Hoje, meus carrascos”.

Última atualização: 04/10/2005 às 17:40:00
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