Bancários de todo o país paralisaram suas atividades nesta quarta-feira, 28/9, para pressionar os banqueiros a avançarem nas negociações e apresentarem uma proposta digna dos anseios da categoria. Para a Diretoria da AFBNB, a greve de 24 horas deu um claro recado à classe patronal: o movimento é forte e retrata a insatisfação dos trabalhadores.
No BNB, um agravante: ao contrário dos demais bancos, a diretoria da Instituição ainda não apresentou contra-proposta às principais reivindicações do funcionalismo, constantes na Minuta Específica, nem deu resposta final quanto à participação na Mesa Única.
A resposta do funcionalismo não poderia ser diferente: as unidades do BNB em cinco capitais aderiram 100% à paralisação de 24 horas. São elas: Salvador (BA), João Pessoa (PB), Teresina (PI), Natal (RN) e Aracaju (SE). Também foram verificadas adesões em outras localidades, em menor grau, seja na capital ou interior (veja quadro abaixo). Destaque para o Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (ETENE), localizado no interior da Direção Geral (Passaré), que também demonstrou um alto nível de consciência e combatividade, paralisando totalmente seus trabalhos.
A diretoria da AFBNB chama a atenção do funcionalismo para não tomar como parâmetro o fato da Direção Geral, em Fortaleza, não ter aderido à paralisação, já que em outros Estados a demonstração de força e mobilização foi evidente. O movimento tem, em si, uma grande potencialidade de crescer cada vez mais. Há que se ressaltar ainda, que até os bancos privados pararam na capital cearense.
Dessa forma, conclamamos todos os benebeanos a se engajarem nas atividades da Campanha Salarial, a discutir as reivindicações com os colegas e estimulá-los a construir o movimento grevista – que aponta para paralisação por tempo indeterminado a partir do dia 06 de outubro.
É preciso mobilização, é preciso garra. Afinal, pouco nos foi garantido até o momento. Somente através da luta obteremos um acordo digno.
Quadro de paralisação nos bancos públicos e privados Greve de 24 horas em 28/09/2005
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UF |
BNB |
BB |
CEF |
PRIVADOS |
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Alagoas |
O Estado não aprovou o indicativo de paralisação de 24 horas. |
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Bahia |
Todas as agências da capital pararam (03), além de Senhor do Bonfim, Itabuna e Vitória da Conquista (interior); greve parcial em Jacobina. |
Adesão de cerca de 90% |
Adesão de cerca de 90% |
Dois corredores de bancos privados da cidade fecharam. Em Feira de Santana, 05; greve parcial em outras localidades. |
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Ceará |
Nenhuma agência do BNB aderiu. Na Direção Geral, algumas adesões. ETENE: 100%. |
Das 36 unidades do BB em Fortaleza, 20 pararam. |
Das 52 unidades da CEF, 30 pararam. |
Adesão no HSBC: 02; no Amro Real: 01; no Bradesco: 06; Itaú: 03; Unibanco: 02. |
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Maranhão |
O Estado não aprovou o indicativo de paralisação de 24 horas. |
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Minas Gerais |
Nenhuma agência do BNB aderiu. |
A maioria aderiu (10 agências) |
90% de adesão (36 agências) |
05 agências pararam. |
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Paraíba |
As duas agências do BNB da capital fecharam, além de Campina Grande (interior). |
100% de adesão |
100% de adesão |
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Pernambuco |
35% de adesão (Petrolina, Centro, Recife, Posto Chesf). |
60% de adesão |
40% de adesão |
10% de adesão |
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Piauí |
Adesão das agências Centro, Metro e CENOP (capital). |
Na capital, 11 agências fecharam. |
Na capital, 06 agências pararam. |
No total, 07 agências de bancos privados fecharam. |
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Rio Grande do Norte |
Aderiram as duas agências do BNB da capital. |
90% de adesão |
100% de adesão |
Na capital, HSBC e Itaú fecharam até às 12 horas; Banespa o dia todo. |
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Sergipe |
Na capital, 02 agências pararam (Centro e Metro Siqueira Campos). No interior, Itabaiana e Laranjeiras. |
Na capital, 04 agências fecharam completamente e outra, 50%. No prédio central, algumas adesões. No interior: Itaporanga. |
Na capital, 08 fecharam; no interior, 02.
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Na capital, 02 agências não funcionaram. Outras 05 tiveram paralisação parcial. | |