Para o uruguaio Gabriel Kaplún, da Universidad de la República, qualquer proposta de mídia pública que queira ajudar a integração da América do Sul precisa ter três características: ser educativa, consultiva e de controle social.
O especialista em comunicação participou em Brasília do Seminário Televisão e Integração Sul-Americana, que é parte das discussões da Reunião de Chefes de Estado da Comunidade Sul-Americana de Nações, que começa amanhã (29) e v termina na sexta-feira.
De acordo com Gabriel, a comunicação pode ajudar na formação - desde o ensino fundamental até a universidade - e necessita de conselhos consultivos e ouvidorias, como mecanismos que possibilitem à população opinar sobre a mídia. "Não vamos ter a mídia pública ou comunitária mais forte se não tivermos a cidadania mais participativa", disse.
Para sociólogo, televisão pode ser ferramenta educacional na integração sul-americana O sociólogo da Fundação Getúlio Vargas, José Carlos Durand, disse que a televisão "pode ser uma ferramenta educacional" para a integração da América do Sul. Como exemplo ele citou a diferença de línguas.
"Os povos latino-americanos não sabem como pode ser fácil aprender o português", afirmou, lembrando que uma televisão bilingüe pode colaborar para aumentar esse contato. Durand participou do seminário Televisão e Integração da América do Sul, que antecedeu a Reunião de Chefes de Estado da Comunidade Sul-Americana de Nações, que se realiza amanhã (29) e sexta-feira.
Para o sociólogo, as televisões públicas podem servir para o intercâmbio de produtos culturais e como ferramenta para fomentar a indústria cultural. "Cansa um pouco a gente só conhecer o que se passa na América Latina por meio da BBC ou da CNN. Um canal latino-americano que mostre artistas latinos e faça com que o artista venda mais, pode ser um instrumento de mercado", ressaltou.
Fonte: Agência Brasil/Radiobrás
|