O trabalho bancário é facilmente medido pela terceira maior fonte de receitas dos bancos, a receita com prestação de serviços. As operações de tesouraria rendem às sete maiores instituições financeiras 6,12%, as operações de crédito, 11,89%; enquanto que as receitas com prestação de serviços representam 119,6% dos gastos com pessoal.
Os resultados com prestação de serviços bancários são obtidos com as horas-trabalho dos bancários, que geralmente são feitas em excesso, e cas de contenção de despesas dos bancos. Além disso, o cumprimento de metas excessivas obriga os bancários a venderem os produtos impostos pelos bancos, o que tem ocasionado situações de assédio moral. Por outro lado, nas operações de tesouraria e de crédito, embora o volume negociado seja superior, o retorno é menor, ao contrário do que é arrecadado com prestação de serviços.
Condições de trabalho dignas poderiam ser facilmente lucro médio dos treze bancos, que divulgaram balanços neste primeiro semestre de 2005, chega a R$ 9,42 bilhões, e deixa para trás o resultado do igual período do ano passado (R$ 6,25 bilhões). Com esses valores é fácil deduzir que a margem de lucro dos banqueiros, cada vez maior, permite o reconhecimento do trabalho dos bancários no atendimento das reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários com valorização dos pisos, aumento real e uma PLR maior.
Fonte: Jornal dos Bancários/CNB-CUT |