O coordenador do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado Valdi Dantas afirmou que a expectativa é beneficiar 100 mil pequenos empreendedores entre outubro deste ano e outubro de 2006.
Ele explicou que, para ter acesso ao financiamento, os interessados devem procurar instituições de microcrédito produtivo orientado, que podem ser organizações da sociedade civil de interesse público, cooperativas de crédito, sociedades de crédito ao microempreendedor e agências de fomento.
"Essas entidades vão aos bancos, tomam empréstimos – com base nos recursos que estão disponibilizados para o programa – e emprestam aos pequenos empreendedores populares", explicou.
Dantas lembrou que uma das características desses empreendedores é justamente a falta de capital. "Eles têm dificuldade de crescer porque não tem capital, não têm acesso a crédito, não podem dar garantia real a um banco, não tem como chegar a uma instituição financeira não especializada. Através do programa, ele vai ter acesso a esses recursos financeiros e também à orientação gerencial para a sua atividade econômica", avaliou.
Segundo o coordenador, é necessário que o "tomador do empréstimo já esteja desenvolvendo alguma atividade profissional". Os empréstimos podem ser de até R$ 10 mil, sendo que 80% das operações não poderão ultrapassar o valor de R$ 5 mil. A taxa de juros é de até 4% ao mês e o prazo para pagamento de até 24 meses.
Para o microempreendedor Hudson Fiqueiredo Conforte, que produz bolsas de couro sintético, o microcrédito foi a melhor saída para levar o negócio adiante. Ele disse que esse tipo de financiamento traz vantagens como a falta de burocracia e a taxa de juros mais baixa que a do mercado.
"Com a ajuda do programa, consegui produzir mais e contratar mais funcionários", disse Conforte, que pegou empréstimo por meio da Associação de Crédito Popular Banco do Povo, de Belo Horizonte.
Fonte: Agência Brasil/Radiobrás |