O delegado regional do Trabalho no Maranhão, Ubirajara do Pindaré, disse que o estado é o maior exportador de mão-de-obra escrava. Para ele, o importante é reprimir o "gato" (atravessador responsável pela contratação) e também os empreendedores que usam mão-de-obra escrava.
Ainda não é possível fazer uma estimativa do número de trabalhadores em situação de escravidão no Maranhão, mas em 2003 foram resgatados 339 trabalhadores em 17 fazendas de nove municípios. A maior incidência de trabalho escravo concentra-se na região centro-sul, principalmente nos municípios de Açailândia e Balsas. "A pecuária e as carvoarias daquelas regiões são responsáveis pelas práticas incentivadas, muitas vezes, pela própria população acomodada e necessitada. É preciso coragem para denunciar e acabar com esse desrespeito ao ser humano", alertou o delegado.
Uma das principais causas apontadas pela alta incidência de trabalho escravo no Maranhão é a impunidade. Segundo Ubirajara do Pindaré, não há nenhum caso de condenação por esta prática até hoje, apesar de ser crime previsto no Código Penal Brasileiro, artigo 149, com pena estimada entre 2 e 8 anos de reclusão.
Fonte: Agência Brasil |