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Notícias

  21/09/2005 

Negociação: Banco “cozinha o galo” e não apresenta respostas concretas

“Cozinhando o galo”. Esta foi a expressão utilizada pela Comissão Nacional dos Funcionários do BNB (CNFBNB/CNB-CUT) para definir a postura do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) na última rodada de negociação, ocorrida na terça-feira, 20/9. Isto porque após 20 dias desde a entrega da minuta específica de reivindicações, o Banco ainda não se posicionou sobre várias cláusulas, deixando a maioria “em análise”.

A reunião contou com a presença do Diretor de Promoção de Investimentos do BNB, Victor Samuel Cavalcante, que assumiu o compromisso de buscar o melhor para o funcionalismo nesta campanha salarial. “Este ano vai ser diferente”, afirmou o diretor no início da reunião.

Indagada se a Diretoria do Banco já havia analisado a minuta específica, a superintendente de Desenvolvimento Humano, Zilana Ribeiro, afirmou que era necessário agrupar as cláusulas por blocos para serem levadas à Diretoria. Dessa forma, o Banco ainda não teria nada a propor nesta rodada. Diante disso, a Comissão Nacional propôs que fossem discutidas as pendências da reunião passada e, na seqüência, cláusula por cláusula da minuta específica, definindo os agrupamentos.

Quanto à posição de ingressar na Mesa Única e cumprir o acordo da Fenaban, a representação do Banco mais uma vez adiou o posicionamento definitivo para a próxima reunião, informando que está trabalhando para que isto seja concretizado.

Diante da proximidade do dia 30 – data limite da prorrogação para a manutenção das cláusulas do acordo passado – a CNFBNB/CNB-CUT solicitou que as mesmas continuem válidas até o fechamento do acordo deste ano. O Banco, por sua vez, concedeu nova prorrogação apenas até 31/10. Além disso, foi esclarecido que as cinco folgas não renovadas automaticamente pelo Banco dizem respeito somente aos funcionários que ingressaram após 1996.

A Comissão Nacional ressaltou, ainda, que o funcionalismo reagiu com revolta quanto ao fato de o Banco negar a equiparação da cesta-alimentação ao valor da Fenaban. Naquele momento, foi apresentado, então, pela CNFBNB/CNB-CUT ao Banco, o acordo de 2003 e apontada a cláusula que diz respeito à cesta-alimentação. Diante do fato, o BNB teve de reconhecer e acatar a reivindicação.

Sobre o retorno da licença-prêmio, o Banco se limitou a dizer que se trata de direito prescrito. A Comissão Nacional ficou de estudar alternativas para a questão, já que a licença-prêmio é um direito histórico.

Também foi solicitada a definição de um novo calendário para a negociação do passivo trabalhista. Sobre este ponto, ficou estabelecida uma prioridade de discussão das ações: Planos Econômicos, de Sergipe; Habitualidade, da Bahia; e Plano Bresser, de Pernambuco. As datas serão acertadas entre o Banco e os sindicatos envolvidos.

A Comissão Nacional cobrou definições quanto ao Plano de Cargos e Remuneração (PCR) e o Plano de Funções em Comissão (PFC), ao mesmo tempo em que solicitou uma mesa específica para tratar destes dois pontos, para que os mesmos não sejam utilizados como moeda de troca pelo Banco na campanha salarial. O Banco se comprometeu a marcar a data na próxima rodada.

Em seguida, Banco e CNFBNB/CNB-CUT dividiram as cláusulas em blocos. Ficaram para posterior resposta (em análise) várias delas, como as cláusulas econômicas e aquelas relativas às folgas e seguro de vida em grupo. Tiveram concordância do Banco a criação do Plano de Previdência Complementar (CAPEF) para os novos funcionários e “descapefados” e a reinstalação da CIN-Pessoal, além do horário estabelecido para amamentação. Para aperfeiçoamento da redação, ficaram as seguintes: indenização por assalto; cessão do dirigente sindical; abono participação sindical; fiscalização do restaurante; CIPA.

Avaliação

Na avaliação da Comissão Nacional, a postura do Banco revela, no mínimo, inoperância, já que a minuta específica foi entregue há 20 dias e nada de concreto foi apresentado nesta rodada. Diante da insistência, por parte dos negociadores, de que o compromisso de equiparar a cesta-alimentação do BNB à Fenaban este ano não estava no acordo de 2003, foi preciso que a Comissão Nacional mostrasse o acordo para que o Banco acatasse a reivindicação.

Para a AFBNB – entidade integrante da CNFBNB/CNB-CUT – é complicada a posição do Banco em não renovar as cinco folgas dos funcionários que ingressaram após 1996, pois deixa de fora deste direito cerca de 2 mil funcionários do Banco, além de ser um bruto retrocesso, já que este ponto foi objeto dos dois últimos acordos. Também avalia que, apesar do compromisso, continua a indefinição sobre a mesa única. Já as cláusulas econômicas – a exemplo do reajuste salarial, PLR, dentre outras – estão em aberto por conta da indefinição do Banco em entrar na mesa única. Para a AFBNB, o que prevaleceu nesse processo de negociação foi a indefinição – da mesa e das cláusulas econômicas, que constituem o eixo fundamental da negociação salarial.

Próxima rodada

A quarta rodada de negociação – já que a primeira ocorreu no ato de entrega da minuta específica – ficou pré-agendada para o dia 29/9, podendo ser antecipada caso seja necessário. A Comissão Nacional reivindicou que na próxima reunião o Banco já possa dar uma posição mais clara quanto às reivindicações.

Orientação

Para forçar o Banco a avançar na próxima negociação, a Comissão Nacional definiu um Dia Nacional de Luta no BNB: 28/9, quarta-feira da próxima semana. Ainda será definido o caráter das manifestações, a ser divulgado para o conjunto dos funcionários posteriormente.

Última atualização: 21/09/2005 às 16:04:00
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