O presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Roberto Smith, voltou a afirmar, ontem, que a tese de incorporação do Banco do Estado do Ceará (BEC) pelo BNB ''é um assunto que só pode ser decidido pelo Ministério da Fazenda''. Smith até admite que seria bom para o banco assumir o controle do BEC, mas ressalta ser essa questão da competência do ministro Antônio Palocci. ''Se o Ministério entender que a incorporação deva acontecer, não tenho dúvidas, será bem-vinda para nós'', acentua o presidente do BNB, sem aprofundar avaliações. Roberto Smith deu essas declarações no Aeroporto Internacional Pinto Martins quando embarcava sua mulher, professora Célia Gurgel (UFC), para Brasília, onde participa do Seminário Internacional de Ações Afirmativas. Sobre as ações do BNB, o presidente confirma que, para 2006, a meta de aplicações de recursos do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) é da ordem de R$ 4 bilhões. No momento, conforme disse, a área técnica do banco vem discutindo com os estados do Nordeste e com Minas Gerais e Espírito Santo as oportunidades de investimentos com esse fundo. Já o presidente da Bolsa de Valores Regional, Raimundo Padilha, diz ser francamente a favor da incorporação do BEC pelo BNB. ''Para mim, essa é a melhor saída. Venho defendendo essa tese há muito tempo e acho que o BNB só ganharia.'' Padilha explica que o BNB receberia um bom reforço de agências no interior do Estado e que, em alguns municípios, poderia até haver fusão de filiais, quando coincidisse a presença das duas instituições. ''Creio que o BNB ganharia muito com isso, além do pessoal do BEC, que é preparado tecnicamente e ainda seria absorvido'', afirma Raimundo Padilha, que seguiu nesta terça-feira para São Paulo, onde trata da renovação de convênios de cooperação técnica com a Bovespa. Sobre pregões eletrônicos, ele informa a adesão agora da Prefeitura de Tauá e, para breve, a de Limoeiro do Norte.
Fonte: Jornal O Povo
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