Depois de enrolar por quase dois meses, a proposta apresentada pelos banqueiros foi a pior possível. O setor que mais ganha dinheiro no país recusou qualquer tipo de aumento real, não quer nem repor a inflação do período, recusa a proposta de PLR, quer retirar a conquista da 13a cesta-alimentação e não aceita nem discutir melhora das condições de trabalho e saúde. O índice de reajuste foi de 4% (contra reivindicação de 11,77%), com abono de R$ 1 mil, PLR igual à do ano passado.
“A proposta de hoje foi provocação. Vamos analisar nas assembléias de amanhã a resposta adequada para tanto descaso. Temos de nos preparar para a greve e mudar essa posição”, afirma Vagner Freitas, presidente da CNB/CUT, após a reunião com a Fenaban realizada ontem. “Os índices são ridículos e não querem nem discutir melhora das condições de trabalho, saúde e atendimento.”
PLR – Mesmo com a melhora dos lucros do setor, eles querem manter a PLR exatamente com a mesma fórmula dos anos anteriores. Sem valorizar os bancários com a distribuição de 5% dos lucros de maneira linear.
Para mudar a postura dos bancos, o Comando Nacional recomenda aos sindicatos que aumentem a mobilização nas atividades previstas da campanha, que prevê assembléias em todo o país nesta quarta, dia 21, greve de advertência de 24h no dia 28, Encontro Nacional em 1o de outubro, em São Paulo, na Quadra do Sindicato, e greve a partir do dia 6.
Veja calendário aprovado pelo Comando:
21 - Passeatas. Assembléias para analisar proposta e, em caso de rejeição, votar estado de greve Até 24 - Publicação de editais de greve 26 a 30 - Atividades para construir Encontro Nacional 27 - Assembléia 28 - Greve de advertência de 24h
Outubro
01 - Encontro Nacional 06 - Greve Nacional dos Bancários
Fonte: CNB/CUT
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