Os bancários realizam hoje, dia 13 de setembro, um Dia Nacional de Lutas em todo o país com atos, manifestações e paralisações. O objetivo destas atividades é dar o primeiro recado aos banqueiros que parecem estar apostando no desestímulo da categoria.
A postura intransigente dos representantes patronais nas duas primeiras rodadas de negociação é exemplo disso. Ameaças a direitos, negativa insistente em não garantir aumento real e a considerá-lo “excepcionalidade” e a negativa de melhorar a distribuição nos lucros afirmando ser impossível, “uma loucura a mudança no critério”. Para a 13ª cesta-alimentação, foram enfáticos: “queremos tirar esta cláusula da convenção”.
Paralelo a isso, as negociações nos bancos públicos também têm caminhado em ritmo vagaroso. Além disso, no ano passado, no BB e na Caixa houve ênfase para o desconto dos dias parados da greve, numa forma clara de amedrontar os bancários.
Some-se a isso as posturas do HSBC, Unibanco e do Bradesco. O banco inglês, em pleno processo de negociações, iniciou ataque aos direitos dos trabalhadores, fechando acordos com sindicatos do interior de São Paulo para abrir aos sábados. Essa medida afronta o artigo 224 da CLT, que determina jornada da categoria e a Lei 4.178, de 1962, que proíbe o trabalho dos estabelecimentos de crédito aos sábados.
Quanto ao Unibanco, resolveu antecipar a PLR para o dia 15 de setembro. Embora ela possa vir em boa hora e todos os demais pudessem fazê-lo, é um indicador de que o banco não pretende melhorar a distribuição dos lucros a seus funcionários. Já no Bradesco, estão surgindo muitas especulações sobre diversos tipos de reajuste que o banco estaria propondo, com o claro intuito de desmobilizar seus funcionários para o engajamento da campanha nacional.
Os banqueiros querem uma campanha rápida, sem aumento real e com a categoria desmobilizada. Diante de todos esses fatos é fundamental que todos os bancários participem das atividades propostas pelos sindicatos. O calendário aprovado pelo Comando Nacional dos Bancários prevê uma série de atividades para que a mobilização cresça ao logo do mês de setembro, culminando num grande encontro nacional de bancários, previsto para o dia 1º de outubro.
Passo a passo vamos construindo a nossa mobilização para chegarmos ao encontro com um desfecho para a Campanha Nacional dos Bancários, seja para fecharmos a Convenção Nacional ou deflagrarmos a greve da categoria. Somente com forte mobilização conseguiremos arrancar propostas dos banqueiros.
Fonte: CNB/CUT |