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Notícias

  12/09/2005 

Futuro do BEC divide opiniões

O futuro do Banco do Estado do Ceará (BEC), divide opiniões. Para alguns economistas, a instituição deve ser privatizada, pois seu papel de apoio ao desenvolvimento regional se perdeu nas últimas décadas. Para outros, ele deve ser incorporado a uma instituição regional, no caso o Banco do Nordeste (BNB), ajudando a disseminar o crédito, por meio de sua estrutura no Interior.
 
“Hoje, o BEC é anacrônico no esforço honesto e laborioso dos seus funcionários para mantê-lo em funcionamento, sem gerar benefício adicional para o Ceará, a não ser para os próprios servidores”, comenta um economista, especialista na área financeira, que prefere não se identificar. Ele argumenta o BEC já teve papel importante na economia do Estado. Mas se desgastou, com a globalização e os desmandos políticos.
 
“O BEC não foi decisivo, uma vez que o maior período de crescimento do Ceará se deu quando ele estava sendo saneado”, diz. A fonte se remete ao período a partir de 1999, quando o banco foi federalizado. À época, a economia local deu um salto de crescimento, em função da política de atração de empresas via incentivos fiscais.
 
INCORPORAÇÃO - O presidente da Bolsa de Valores Regional (BVRg), Raimundo Padilha, reforça a tese dos que defendem que o banco permaneça público. “Hoje, o BEC está muito bem. Deveria ser incorporado ao BNB. Se o BEC interessa à banca privada, pelos mesmos motivos interessa ao BNB”, avalia. O banco, lembra ele, tem 70 agências e está presente em Fortaleza e em outros 44 municípios cearenses.
 
O modelo do sistema financeiro brasileiro é concentrador e se houvesse maior concorrência, a população sairia ganhando, justifica Padilha. “Defendo a capilaridade do sistema financeiro. Da mesma forma que sou a favor do médico de família, sou a favor do gerente de família, do banco de família”, ressalta.
 
Para outro economista, que também não quis ser identificado, “não tem cabimento” estrutura financeira no Ceará. “Tanto que os bancos locais mudaram suas sedes para São Paulo, seguindo a tendência centralizadora do capitalismo brasileiro. O BNB só não mudou por razões políticas”, afirma.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste

Última atualização: 12/09/2005 às 11:06:00
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