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Notícias

  09/09/2005 

Sindicatos e CNB/CUT lutam para barrar venda do BEC

O apelo dos bancários para que o Ministério da Fazenda suspendesse o leilão do Banco do Estado do Ceará, previsto para o dia 15/09, e avaliasse o projeto de sua incorporação pelo BNB, não surtiu efeito. Na audiência realizada na tarde desta quinta-feira, 8/09, entre representantes da CNB/CUT, Sindicatos do Ceará, São Paulo, Brasília e CUT Nacional com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Murilo Portugal, este afirmou que não há possibilidade de suspensão do processo.

Diante da preocupação com o emprego dos bancários do BEC, Portugal disse não ver problemas, e contou a piada de que o banco que adquiri-lo deverá manter os funcionários. Também não vê prejuízos para o Estado do Ceará, pois uma situação indefinida seria pior.

“Não concordamos com o posicionamento do Ministério da Fazenda, principalmente num governo que deveria ser dos trabalhadores. Essa política já se mostrou equivocada. Há sim prejuízos para todos. Vamos lutar para manter o BEC público”, diz Vagner Freitas que participou da audiência.

Para ele, o sub de Palocci parece ainda trabalhar no governo anterior, do qual era integrante. Não é a primeira vez que os bancários pedem a suspensão da privatização dos bancos públicos.

Já o ministro do Trabalho e Emprego, Luís Marinho, se propôs a buscar junto ao Ministério da Fazenda, caso o leilão se concretize, medidas de proteção aos direitos dos trabalhadores.

Ações - As entidades sindicais estão tentando medidas judiciais para impedir o leilão. Dentre elas, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN), baseada no fato de que as contas do Estado serão repassadas para um banco privado, além de ferir questões da lei que regulamenta as S.A. Existem ainda ações civis públicas.

“A expectativa é que tenhamos despacho favorável até a próxima quarta-feira”, afirma Robério Ximenes, diretor do Seeb Ceará, também presente à audiência.

Pérola - Outra pérola de Portugal foi sobre o projeto de incorporação do BEC pelo BNB. Segundo ele, seria aberto precedente para incorporações pelo Banco do Brasil e Caixa, por exemplo. “O setor privado pode ser premiado com um banco saneado, mas o público não pode? Além de que estamos falando de manter serviços de interesse público”, afirma Freitas.

Resistência – O presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino reforça a importância das entidades sindicais realizarem atividades no dia previsto para a privatização do BEC e criticar a política econômica que não favorece o desenvolvimento e a distribuição de renda. De acordo com ele, em São Paulo, está previsto ato de protesto para a próxima quinta. A data também faz parte do calendário de atividades da Campanha Nacional dos Bancários.

Fonte: CNB/CUT

Última atualização: 09/09/2005 às 14:00:00
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