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Notícias

  08/09/2005 

Para banqueiros, aumento real é excepcionalidade

Na segunda rodada de negociação, que discutiu cláusulas econômicas, os representantes dos bancos não apresentaram nenhuma proposta e responderam não para todas as reivindicações discutidas. Sobre o reajuste da inflação para manter o poder de compra, disseram que não existe indexação e nem querem discutir essa garantia.

A postura do Comando Nacional foi clara, que essa reposição não deve nem ser discutida, mas sim o aumento real. E os banqueiros responderam que aumento real é excepcionalidade, depende da campanha salarial. “Cada vez fica mais claro que teremos de nos organizar. Não importa o quanto aumentaram seus lucros, a única linguagem que entendem é a pressão. Parece que querem greve”, diz Carlos Cordeiro, secretário geral da Confederação Nacional dos Bancários, CNB/CUT.

Em relação à nova proposta de PLR, em princípio negaram e chegaram a afirmar que o trabalho do bancário já está pago com o salário e os benefícios que recebem. “Só faltaram defender a volta do trabalho escravo, em que não precisavam pagar nem os baixos salários atuais” afirma Davi Zaia, presidente da Federação dos Bancários de São e Mato Grosso do Sul.

Outro ponto negativo foi a ameaça de retirar a 13a cesta-alimentação conquistada no ano passado. Disseram que foi outra “excepcionalidade”. “Não negociamos direitos conquistados, ao contrário queremos acrescentar novos ao nosso acordo coletivo”, diz Luis Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato de São Paulo.

Mobilização para arrancar proposta

O Comando Nacional dos Bancários aprovou hoje um calendário nacional que aponta para a construção da mobilização da categoria. Para o presidente da CNB/CUT, Vagner Freitas, os bancários devem participar de todas atividades indicadas para forçar os banqueiros a apresentar uma proposta que atenda suas reivindicações. “A participação nas atividades propostas é que forçará o patrão a fazer uma proposta decente. Se as negociações não avançarem, conforme nossas reivindicações, só a greve mudará a postura dos banqueiros”, reforça.

Confira o calendário da campanha nacional dos bancários
Setembro
09 - Negociação Basa
13- Dia Nacional de Luta/ Negociação Banco do Brasil, BNB e Besc
14 - Reuniões do Comando/ Negociação com a Fenaban
15 - Manifestações BEC e Rural/ Negociação com a Caixa Federal
16 - Negociação com Banco do Brasil
14 a 21 - Paralisações em regiões
20 - Negociação Basa
21 - Passeatas com assembléias
23- Último dia para negociação
26 a 30 - Atividades para construir Encontro Nacional

Outubro
01 - Encontro Nacional

Fonte: CNB/CUT

Última atualização: 08/09/2005 às 10:00:00
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