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Notícias

  05/09/2005 

Lucro dos bancos alcança novo recorde

No primeiro semestre, os bancos registraram lucro de R$ 12,606 bilhões, um crescimento de 34,09% em relação ao mesmo período do ano passado

O lucro dos bancos atingiu R$ 12,606 bilhões no primeiro semestre, alcançando um novo recorde. Em relação ao resultado do primeiro semestre do ano passado, houve um crescimento de 34,09%, segundo relatório divulgado ontem pelo Banco Central (BC). Os maiores ganhos ficaram concentrados no Bradesco, Itaú e Banco do Brasil (BB). Sozinhos, estes bancos abocanharam 57,07% de todo o resultado. O maior lucro, de R$ 2,621 bilhões, foi o do Bradesco, que ocupa a terceira posição no ranking das instituições financeiras com os maiores ativos. No primeiro semestre do ano passsado, o lucro dos bancos foi de R$ 9,401 bilhões.

O incremento verificado no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado foi sustentado pelos ganhos obtidos com os juros altos e a cobrança de tarifas dos clientes. Os dados do BC revelaram que, no primeiro semestre, os investimentos dos bancos com aplicações de intermediações financeiras, na sua maioria títulos públicos, deram um retorno de R$ 41,650 bilhões. O valor é 24,96% maior que os R$ 33,329 bilhões da primeira metade de 2004.

No primeiro semestre de 2004, a taxa básica de juros definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) acumulou uma queda de 0,50 ponto percentual. No primeiro semestre deste ano, ela estava em alta, tendo aumentado 1,5 ponto percentual. As receitas com tarifas, por sua vez, aumentaram 23,06% e subiram dos R$ 15,464 bilhões obtidos no primeiro semestre do ano passado para R$ 19,092 bilhões neste ano.

O relatório do BC aponta que as operações de crédito das instituições financeiras apresentaram, no mesmo período, uma elevação de 17,8%. O volume de empréstimos passou de R$ 352,127 bilhões para R$ 414,908 bilhões. O destaque, nesse caso, foi a forte expansão das operações com desconto em folha. Nos primeiros seis meses deste ano, o saldo dessa modalidade de empréstimo bancário experimentou um incremento de 48,4% e alcançou R$ 18,720 bilhões. Em junho de 2004, estas operações somavam o correspondente a R$ 8,664 bilhões.

A razão principal do crescimento é a taxa de juros cobrada nesse tipo de operação, mais baixa que a das outras modalidades de empréstimos. Para se ter um idéia, os juros médios dos empréstimos com desconto em folha, em junho, estavam em 37,2% ao ano, enquanto a taxa cobrada no crédito pessoal era de 76,2% ao ano.

O BC também registrou no primeiro semestre do ano um aumento de 12,85% do patrimônio líquido dos bancos. Com isso, o valor desse patrimônio subiu de R$
109,749 bilhões, em junho de 2004, para R$ 123,855 bilhões no final de junho passado.

Fonte: Jornal O Povo

Última atualização: 05/09/2005 às 10:08:00
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