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Notícias

  29/08/2005 

Governo faz o maior aperto em 10 anos

União, estados, municípios e estatais economizam R$ 97 bilhões. Isso representa 5,16% do Produto Interno Bruto (PIB). É a mais alta relação superávit/PIB em um espaço de 12 meses, desde o período encerrado em outubro de 1994

Está em curso o maior aperto nos gastos públicos dos últimos dez anos. Na série de 12 meses encerrados em julho, o setor público consolidado - União, estados, municípios e empresas estatais - poupou R$ 97 bilhões, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central. Em proporção do PIB, a cifra equivale a 5,16%. É a mais alta relação em um espaço de 12 meses, desde o período encerrado em outubro de 1994.

Essa poupança, ou superávit primário, é a diferença entre o que o governo arrecadou e o que gastou. Um superávit elevado indica que a arrecadação está elevada e a despesa, baixa. Esse saldo positivo é utilizado para pagar a dívida pública.

O superávit primário acumulado em 12 meses supera em muito a meta fixada para este ano, que é de 4,25% do PIB. O governo argumenta que as despesas tendem a crescer no fim do ano, e por isso a economia de recursos ficará menor até dezembro. Não foi, porém, o que se viu no ano passado. Nos 12 meses encerrados em julho de 2004, o superávit primário representava 4,48% do PIB. Em dezembro de 2004, a economia alcançou 4,50%.

Somente em julho, o setor público registrou um saldo positivo de R$ 8,8 bilhões, outro recorde para mês desde o início da série histórica do Banco Central em 1991. O saldo foi totalmente utilizado para pagar a conta de juros, de R$ 12,1 bilhões e ainda ficaram faltando R$ 3,3 bilhões (o chamado déficit nominal do mês).

O superávit de 5,16% em 12 meses indica que, na prática, está-se concretizando a tese defendida nos bastidores pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que a meta deveria ser elevada de 4,25% do PIB para 5% do PIB. Isso, pela sua argumentação, traria mais tranqüilidade aos investidores sobre a condução da política econômica no cenário de crise política. A mudança formal da meta foi descartada, mas na prática os técnicos já trabalham para alcançar um resultado maior.

Publicamente, no entanto, o governo nega qualquer intenção de mudança na meta. ''Não se pode inferir hoje que a meta (de superávit) fixada para o fim do ano será maior somente por causa do retrato atual das contas públicas'', afirmou ontem o chefe adjunto do Departamento Econômico do BC, Luiz Malan.

Os 4,25% do PIB, a meta oficial, correspondem a R$ 83,85 bilhões. Em sete meses, o saldo acumulado já chega a R$ 68,74 bilhões, também o maior resultado para o período desde 1991. No mesmo período do ano passado, eram R$ 52,79 bilhões positivos. Se a meta atual de superávit for mantida, a economia mensal média necessária nos próximos cinco meses é de apenas R$ 3 bilhões.

Todos os níveis de governo contribuíram positivamente para o superávit primário nas contas públicas no mês passado, destacou o técnico do BC. Os R$ 8,8 bilhões economizados em julho representaram um aumento de 32% em relação ao superávit de R$ 6,6 bilhões registrado no mesmo mês do ano passado. As empresas estatais contribuíram com um esforço de R$ 1,96 bilhão contra R$ 1,17 bilhão verificados em julho de 2004. As estatais vinculadas aos governos estaduais saltaram de um déficit de R$ 7 milhões para um superávit de R$ 327 milhões e as municipais passaram de R$ 12 milhões negativos para R$ 8 milhões positivos. (das agências)

Fonte: Jornal O Povo

Última atualização: 29/08/2005 às 12:30:00
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