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  22/08/2005 

Rentabilidade dos bancos nacionais supera até a dos norte-americanos

Nível de rentabilidade de Bradesco e Itaú, os dois maiores bancos privados brasileiros, foi quase duas vezes maior que o de conglomerados como o Citigroup, JP Morgan Chase e Bank Of América. Números foram puxados pelos juros recordes e pelo aumento do crédito. 

Não é só pelos lucros bilionários que os bancos brasileiros têm ganhado destaque no mundo dos negócios. Um dos indicadores que mais tem chamado a atenção dos analistas é o nível de rentabilidade dessas empresas, que desde 2003 supera até os índices das instituições dos Estados Unidos.

A divulgação dos balanços referentes ao primeiro semestre de 2005 não apenas confirma esse cenário, como aponta que essa diferença está ficando cada vez maior. Entre as três maiores instituições financeiras privadas do país, o campeão de rentabilidade foi o Itaú, com 35,6% no primeiro semestre. Em segundo lugar vem o Bradesco, com 34,9%, e em terceiro o Unibanco, com 21,4%.

Já os três maiores conglomerados financeiros norte-americanos têm registrado rentabilidade abaixo de 20% em 2005. Enquanto o Citigroup divulgou um índice de 18% no segundo trimestre do ano, o JP Morgan Chase anunciou 19% no primeiro semestre, e o Bank Of América, 18% nesse mesmo período. Esses três grupos estão entre as cinco maiores instituições financeiras do mundo.

O que chama atenção é que a diferença a favor dos brasileiros está aumentando nos últimos anos. Segundo a consultoria Economática, em 2003 a rentabilidade média dos bancos norte-americanos chegava a 14%, enquanto a dos brasileiros era pouco superior, de 17%.

Os resultados obtidos pelas instituições nacionais são fruto dos juros recordes e do aumento do crédito disponível, dizem analistas. Essa conjuntura explica o aumento da rentabilidade, que se refere à relação entre o lucro e o patrimônio de uma empresa.

“Com a taxa de juro nas alturas, os bancos ganham tanto na tesouraria quanto oferecendo mais crédito”, aponta Maryse Farhi, professora do Instituto de Economia da Unicamp.

Mais crédito?
A ampliação do volume de crédito foi mesmo o grande destaque da primeira metade do ano. Sem considerar avais e fianças, a carteira de crédito do Bradesco, por exemplo, alcançou R$ 69,7 bilhões no primeiro semestre, com crescimento de 11% nos últimos seis meses.

O volume de crédito desse banco para pessoas físicas passou de R$ 17,8 bilhões para R$ 26,8 bilhões, puxado pela modalidade de crédito consignado para aposentados e pensionistas, cujo risco é “quase zero”. Não é à toa que a rentabilidade do Bradesco subiu quase 80% sobre o dado do ano passado – de 19,4% para os atuais 34,9%.

Para o economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Roberto Luis Troster, a diferença da conjuntura de Brasil e Estados Unidos torna temerária comparações sobre resultados do sistema financeiro. Mesmo assim, ele avalia que o bom resultado dos bancos nacionais reflete o crescimento da própria economia.

“Com mais crescimento, você tem menos inadimplência e mais demanda por crédito. Além disso, os bancos prestam muitos serviços atualmente, e ampliaram seus pontos de atendimento. Tem muita cidade sem hospital e escola de segundo grau, mas com um correspondente bancário”, diz Troster.

Maryse prevê, porém, que os resultados do segundo semestre podem ser piores porque a demanda por crédito deve se reduzir. “Com esse spread, não dá para expandir mais”, afirma. Segundo ela, o volume de crédito no país foi de 29% em junho, acima dos índices de anos anteriores, que não passavam de 25%.

Troster discorda. Para ele, o nível de endividamento da população é baixo se comparado a países como os Estados Unidos. “Lá esse índice chega a 100% do PIB, enquanto que aqui fica em 10%. Há espaço para crescer”, avalia.

Fonte: Agência Carta Maior

Última atualização: 22/08/2005 às 11:49:00
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