Fale Conosco       Acesse seu E-mail
 
Versão para impressão Diminuir tamanho das letras Voltar Página inicial Aumentar tamanho das letras


Notícias

  19/08/2005 

Apesar da melhora, o nordestino ainda sofre com os efeitos da pobreza

Uma das fontes de recursos para os consumidores de baixa renda, até então excluídos, tem sido os programas assistenciais do governo (de Segurança Alimentar, de Transferência de Renda e de Assistência Social). Neste ano, do total de R$ 17,1 bilhões, 40%, ou R$ 6,9 bilhões, serão destinados ao Nordeste. Esse tipo de recurso vai para o bolso de quem não tem quase nada e movimenta a economia de pequenas localidades, como analisa a economista e socióloga Tânia Bacelar, que foi secretária de Políticas de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração Nacional. “Os programas de transferência de renda têm interferência nas periferias urbanas do Brasil, principalmente no Nordeste”, explica.

Apesar de todo o movimento da indústria e do varejo, as estatísticas revelam um cenário de dificuldades. No Nordeste, segundo pesquisa de orçamento familiar 2002/2003, feita pelo IBGE, 95,1% das famílias não consomem algum tipo de alimento que gostariam por falta de renda – acima da média brasileira, que é de 93,01%. Em todo o País, a situação mais crítica ocorre no Rio Grande do Norte, com 97,12%. Ainda de acordo com o levantamento, apenas 18,74% dos nordestinos consomem sempre o tipo preferido de alimento, ante 33,80% da Região Sul, dona da média mais alta.

Se o consumo ainda tem muito o que avançar, o Produto Interno Bruto (PIB) da região mostra avanços. Segundo os dados do IBGE, o PIB do Brasil (per capita) aumentou 32% entre 1999 e 2002. No mesmo período, a Região Nordeste ficou acima da média brasileira, com crescimento de 37%. O pior desempenho foi registrado no Sudeste, com crescimento de 17%.

Em números absolutos, o Sudeste tem um PIB per capita bem superior ao do Nordeste: R$ 10.086, ante R$ 3.694 (dados de 2002). Além da renda, os nordestinos ainda têm de enfrentar problemas como falta de saneamento básico, de coleta de lixo, de moradia, dificuldades de acesso a tratamento médico e à educação. Aí sim se vê o verdadeiro abismo entre a região mais rica e a mais pobre do Brasil.

Fonte: Revista Carta Capital

Última atualização: 19/08/2005 às 09:51:00
Versão para impressão Diminuir tamanho das letras Voltar Página inicial Aumentar tamanho das letras

Comente esta notícia

Nome:
Nome é necessário.
E-mail:
E-mail é necessário.E-mail inválido.
Comentário:
Comentário é necessário.Máximo de 500 caracteres.
código captcha

Código necessário.
 

Comentários

Seja o primeiro a comentar.
Basta preencher o formulário acima.

Rua Nossa Senhora dos Remédios, 85
Benfica • Fortaleza/CE CEP • 60.020-120

www.igenio.com.br