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  17/08/2005 

Estímulo à produção também é papel dos bancos

O aumento do crédito aos segmentos de maior retorno que são pessoa física e pequenas empresas, combinado a alta remuneração dos títulos propiciada pelas altas taxas de juros, e ao aumento da receita com tarifas fizeram os bancos obterem lucros recordes neste primeiro semestre de 2005.

Na avaliação do presidente da CNB/CUT, Vagner Freitas, a opção por altos juros tomada pelo Banco Central favorece o setor financeiro, em detrimento da produção e dos trabalhadores. “A economia tem que ser norteada por um projeto mais amplo de sociedade, que garanta a todos os cidadãos condições dignas de vida”, afirma.

Para o presidente da CNB, o sistema financeiro tem também o papel de direcionar recursos para o desenvolvimento econômico dentro de parâmetros sociais com participação, controle social e transparência. “Além disso, o Banco Central deveria articular o sistema em direção ao desenvolvimento, definindo metas não apenas monetárias ou inflacionárias. Mas também de crescimento econômico e emprego”, exemplificou. Nesse sentido, CNB/CUT, a CUT e várias entidades são favoráveis à ampliação e democratização do Conselho Monetário Nacional.

Os lucros

Bradesco e Itaú - O Bradesco divulgou o lucro de R$ 2,621 bilhões no primeiro semestre, na última segunda-feira dia 8 de agosto. O ganho foi 109,7% maior aos R$ 1,25 bilhão, obtidos no mesmo período do ano passado. Com esse lucro o Bradesco desbanca até mesmo o Itaú, que ganhou R$ 2,475 bilhões em igual intervalo, e era até então a instituição financeira mais rentável do país. No Itaú, o crescimento da rentabilidade foi 35,6% superior ao R$ 1,825 bilhão dos primeiros seis meses de 2004.

Banco do Brasil - O Banco do Brasil apresentou lucro líquido de R$ 1,979 bilhão no período, o que representa um retorno de 28,6% sobre o patrimônio líquido anualizado. No igual semestre do ano passado os rendimentos foram da ordem de R$ 1,421 bilhão. No caso do BB, a lucratividade também é oriunda do corte de despesas operacionais, além dos fatores comuns ao restante dos bancos.

HSBC - Por sua vez, o HSBC Bank Brasil fechou os primeiros seis meses deste ano com um faturamento de R$ 331,4 milhões e superou em 70% o lucro líquido obtido no mesmo intervalo de 2004 que foi de R$ 194,884 milhões. Os maiores responsáveis pelos lucros no HSBC foi o aumento da receita com títulos (41%), com crédito (34,4%) e com receitas de serviços (30%).

Grupo Santander - O grupo Santander encerrou o primeiro semestre de 2005, com um lucro líquido de 2,551 bilhões de euros, o equivale a uma alta de 35,2% em comparação com igual intervalo do ano passado.

Banrisul - No Banco do Estado do Rio Grande do Sul – Banrisul – o resultado líquido consolidado foi de R$ 174,4 milhões – 54,9% superior ao primeiro semestre de 2004. Os ganhos foram impulsionados pelas operações de crédito concedidas a pessoas físicas, principalmente o crédito consignado em folha de pagamento para aposentados e pensionistas. As receitas com prestação de serviço foram ampliadas devido às tarifas de novos produtos e o aumento da base de clientes.

O lucro médio dos 13 bancos, que divulgaram seus balanços neste primeiro semestre de 2005, soma R$ 9,42 bilhões. A alta é de 50,8% na comparação ao primeiro semestre de 2004 (R$ 6,25 bilhões), segundo a consultoria Austin Ratings.

Fonte: CNB/CUT, com informações dos jornais Valor Econômico e Gazeta Mercantil

Última atualização: 17/08/2005 às 10:13:00
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