O momento delicado por que passa a vida política do País deveria ser um elemento em si que sustasse de imediato, pelo menos temporariamente, o processo de privatização do BEC. A este momento em si delicado podemos agregar outros diretamente vinculados ao banco cearense que deveriam e devem deter o processo de venda. A Caixa de Previdência Privada (CABEC) está sob intervenção. O Ministério Público Federal move uma ação de improbidade administrativa contra a Diretoria do Banco, outra de inconstitucionalidade relativamente à gestão da Conta Única, outra relativamente aos procedimentos licitatórios... Recolocamos – porque é o fundamental – que o processo de venda do BEC é um retrocesso para a economia cearense. Economistas insuspeitos – à frente o renomado economista Padilha, da Bolsa de Valores – entendem a viabilidade e a consistência da incorporação do BEC ao BNB. Este banco está em processo de expansão e a incorporação do BEC se encaixa como uma luva neste processo. Ademais a cobrança efetiva dos grandes devedores permanece uma incógnita. E são valores que ultrapassam o próprio valor de venda do BEC. O Edital de Privatização do BEC prevê o preço mínimo de r$ 542.721.167,59.Nos últimos quatro anos o lucro do BEC foi superior a 300 milhões de reais. Mesmo raciocinando no plano de imediatismo e de uma lógica contábil, concluímos rapidamente que não é bom negócio para o Estado do Ceará. Certamente um negoção para a banca privada. O Estado de Santa Catarina está mantendo o BESC como banco público pelo menos até o final de 2006. O BEC tem a mesma configuração jurídica de banco federalizado como o BEC. O arranjo feito lá é um bom parâmetro para o Estado do Ceará, certamente um Estado mais pobre.Com a palavra o Governo Lúcio Alcântara. Marcos Aurélio Saraiva Holanda é presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará
Fonte: Jornal O Povo
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