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Notícias |
11/08/2005 |
Encontro de entidades e economistas do Nordeste discute política habitacional |
A política habitacional em grandes centros urbanos da região Nordeste deve estar voltada a reabilitação dos centros das cidades, através da adaptação de edifícios, salas e prédios desocupados para a moradia da população de baixa renda e da classe média, que demanda residir na região central da cidade. É o que defende a professora do Departamento de Teoria Econômica da Universidade Federal do Ceará (UFC) e doutora em planejamento urbano e regional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Cleide Bernal, que profere hoje palestra sobre o tema durante o XXII Encontro de Entidades de Economistas do Nordeste (ENE). Na avaliação da professora, a adaptação dos imóveis do centro da cidade para habitação minimizaria o problema de “dois extratos da população (classes média e baixa) que não têm recursos para se submeterem ao mercado imobiliário, voltado para os ricos”. A iniciativa, em sua interpretação, contribuiria para barrar o “processo de empobrecimento dos centros, impulsionado pela extinção da Sudene na década de 90 e do conseqüente esvaziamento de políticas econômicas para o Nordeste, resultando no crescimento desordenado de capitais como Fortaleza, Salvador e Recife”. Em relação a Fortaleza, Cleide Bernal estima existirem hoje cerca de 30 mil pessoas que sobrevivem do centro, incluindo moradores, trabalhadores de bancos e do comércio, além de profissionais liberais, todos dentro do foco das residências na área, “que apesar de degradada e abandonada à própria sorte, é bem servida de infraestrutura e serviços”, observa.
Fonte: Jornal Diário do Nordeste |
| Última atualização: 11/08/2005 às 10:24:00 |
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