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10/08/2005 |
MPF anuncia hoje nova ação referente ao BEC |
O Ministério Público Federal (MPF) deve ajuizar hoje na Justiça Federal uma nova ação referente ao Banco do Estado do Ceará (BEC). O procurador da República, Alessander Sales, anuncia mais informações sobre a ação em entrevista coletiva hoje à tarde. Ele não quis antecipar se a medida pretende impedir a privatização do banco federalizado em 1999, cujo leilão está marcado para o dia 15 de setembro na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). No dia 1º de agosto o MPF ajuizou ação de improbidade administrativa contra o presidente do BEC, Carlos Alberto Ribeiro da Silva, e outras seis pessoas. AÇÕES - Ainda não há dados sobre quantos funcionários da ativa ou aposentados do BEC já manifestaram intenção em participar do Unibec. Esse é o nome do clube de investimentos que está sendo organizado pelas associações dos funcionários aposentados (Afabec) e da ativa (Afbec) para a compra de ações do banco. Os empregados têm direito a comprá-las com 50% de deságio e podem vendê-las, em até um ano, por pelo menos 80% do preço obtido no leilão (mais correção da taxa Selic) ao futuro controlador. O Manual de Oferta aos Empregados foi divulgado na última segunda-feira. Serão ofertados aos funcionários 10% das ações do BEC pertencentes à União por R$ 28.564.271,98. Cerca de 1.370 pessoas estão aptas a se habilitar à compra até 30 de novembro. “ESMOLA” - “Nossa preocupação maior é lutar contra a privatização. Na verdade, isso é uma esmola”, avalia o secretário geral do Sindicato dos Bancários do Ceará e funcionário do BEC, Robério Ximenes, sobre o ganho dos becistas. Outros empregados também não demonstraram empolgação com a negociação, apesar de reconhecerem que devem acabar participando dela. “Todos querem mesmo é preservar o emprego. Até o último minuto acredito que a privatização não vai se concretizar, mas, caso aconteça, os funcionários vão acabar optando por comprar as ações”, ressalta Ana Miranda, funcionária do BEC há 20 anos. As críticas à venda também são feitas pela becista aposentada Darcy Barros Conde, que trabalhou 25 anos na instituição. “É uma oferta feita para todos, quer aceitemos ou não. É uma oportunidade de ganhar alguma coisa, mas, para nós, o melhor seria que o banco continuasse público”, critica. Fonte: Jornal Diário do Nordeste
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| Última atualização: 10/08/2005 às 10:59:00 |
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