Assim como nos dois últimos anos, os bancários que participaram da 7ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro definiram como prioridade para a Campanha Salarial deste ano o aumento real de salários. Para isto, aprovaram um índice de reivindicação de 11,77%. Este percentual é composto de 5,69% da inflação (projetada pelo ICV-Dieese para o período) e mais 5,75% de aumento real.
"Os anos 90 foram muito difíceis para os trabalhadores e para o movimento sindical como um todo, mas principalmente para os bancários. No início da última década, nós éramos quase um milhão no Brasil e hoje não passamos de 400 mil. Com o fechamento de mais da metade dos postos de trabalho e o aumento avassalador do desemprego promovido pelo governo FHC, dentre outros fatores, prejudicou a mobilização dos trabalhadores. Recentemente, com algumas alterações na conjuntura econômica, como o início da recuperação do emprego formal e o aumento da margem de lucro dos empresários, os trabalhadores estão lutando para incorporar ganhos reais", disse Miguel Pereira, secretário de Imprensa da CNB/CUT.
A partir de 2003, com as campanhas salariais unificadas entre funcionários de bancos públicos e privados, o poder de pressão dos bancários aumentou e a luta passou a priorizar o aumento real de salários, com reajustes acima da inflação. “Foi uma conquista importante nos dois últimos anos e a estratégia para a Campanha Nacional que está começando é a mesma: fortalecer a unidade da categoria e conquistar aumento real para recompor o poder de compra dos bancários”, finalizou Miguel.
Fonte: CNB/CUT |