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Notícias

  01/08/2005 

Teoria da conspiração

A imprensa do centro-sul, como usualmente acontece, procura insistentemente ligar o BNB a escândalos de propina com objetivos escusos como os que levaram a extinção da Sudene. Usam um argumento verdadeiro para induzir a uma idéia falsa. Quando a CPI do Finor identificou corrupção nas atividades da Sudene, a alternativa da paulicéia desvairada foi extinguir nossa fonte de planejamento regional, e não saneá-la e fortalecê-la com a punição dos corruptores e corruptos. A imprensa regional precisa ter isso em mente, para não copiar cegamente informes das agencias de notícias do sudeste. A cobertura jornalística nas investigações da Polícia Federal sobre o dinheiro encontrado com o senhor Adalberto, abusa do condicional, tipo ''teria'', ''seria'', ''suspeita'', ''desconfia'', debaixo de manchetes contundentes como ''PF amplia investigação no BNB''. Estes recursos podem dar um sentido de pré-julgamento do Banco, mesmo sabendo que ''O delegado Luna destacou, contudo que é cedo para envolver a direção do Banco'', como explica o texto da notícia.

Seria lamentável induzir a sociedade ao erro de que existe corrupção no BNB, uma instituição cinqüentenária que tanto já serviu ao Nordeste e tanto mais ainda tem que servir, um celeiro de técnicos cuja reputação ilibada é cantada em verso e prosa nos quatro cantos do país, quando na realidade apenas um ou outro de seus assessores teria sido envolvido em atos de corrupção. Vale lembrar que em geral, como no caso presente, nem sequer se trata de funcionário concursado, mas de gestores temporários indicados politicamente, como se depreende da analise história de casos semelhantes. Na própria gestão anterior do BNB, embora na época a imprensa local pouco ou nada tenha noticiado, as auditorias do TCU e do BACEN identificaram escândalos que respaldaram o ministério público em varias ações cíveis e criminais contra gestores temporários indicados politicamente, citando inclusive em seus relatórios que muitas das operações ilícitas tinham parecer técnico contrário, exatamente dos funcionários concursados, daqueles que honram a instituição em que trabalham.

Para a imprensa, como de resto para toda a sociedade, fiscalizar é uma necessidade, denunciar é uma obrigação. Só precisa cuidados com a metonímia para não induzir a sentido adverso, ou acusar o boi, quando os parasitas são os carrapatos.

FRANCISCO ANTONIO CARLOS RODRIGUES é aposentado do Banco do Nordeste e ex-presidente da Associação dos Funcionários do BNB (AFBNB)

Fonte: Jornal O Povo

Última atualização: 01/08/2005 às 10:30:00
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