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29/07/2005 |
Leilão do BEC será dia 15 de setembro, decide CMN |
A venda do banco, federalizado em 1999, deve render aos cofres do Estado cerca de R$ 90 milhões logo após o leilão. Em março, o BEC tinha patrimônio líquido de R$ 367,6 milhões. A venda do Banco do Estado do Ceará (BEC) está marcada para ser realizada em 47 dias, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), pelo preço mínimo de R$ 542,721 milhões. As decisões finais sobre o leilão de 15 de setembro foram tomadas na reunião de ontem do Conselho Monetário Nacional (CMN). Hoje, o edital de venda do BEC já está sendo publicado na imprensa pelo Banco Central. O documento ainda pode ser questionado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no prazo de 45 dias após a publicação do edital no Diário Oficial da União. Segundo a assessoria de imprensa do TCU, a decisão sobre liberar ou não a venda pode sair antes desse prazo. ESTADO - De acordo com a assessoria de imprensa do governo estadual, a posição do Ceará era acatar o valor que fosse estipulado pelo Conselho, que é o órgão deliberativo máximo do Sistema Financeiro Nacional. Contratado pelo Estado para acompanhar o processo de privatização, o consultor João Batista Santos garante que o valor determinado atende ao que era esperado pelo governo cearense. “Esse aí é o preço mínimo. Pelo que a gente está observando, há agentes muito interessados, que vão disputar o preço. Mas esse ágio não tem como calcular porque foge da área econômica e entra na área estratégica”, avaliou. Santos negou que alguma das quatro instituições pré-qualificadas para o leilão (Bradesco, GE Capital, Itaú e Unibanco) tenham perdido o interesse em participar da disputa. O boato de desistências circulou entre funcionários do BEC. De acordo com o consultor, que também é ex-presidente do banco cearense, a venda da instituição, federalizada desde 1999, deve render aos cofres do Tesouro Estadual cerca de R$ 90 milhões logo em seguida ao leilão. “No final, o que o governo vai receber efetivamente pode passar de R$ 100 milhões e o restante do valor obtido com a venda será utilizado para amortizar a dívida do Estado”, disse Santos. Parte do montante que o Estado vai receber é referente à manutenção da da conta única (R$ 66,5 milhões) no BEC pelo prazo de cinco anos. O diretor de Liquidações e Desestatização do Banco Central, Antônio Gustavo Matos do Vale, disse que fora a parcela de R$ 66,5 milhões que será paga ao governo do Ceará, o restante a ser apurado no leilão será usado integralmente para quitar a dívida renegociada do Ceará com o Tesouro Nacional por 30 anos. “Houve uma tentativa de venda do BEC em dezembro de 2002, mas não foi possível ter uma lei estadual para a conta do governo ficar na instituição”, disse Vale. Para ele, as condições de mercado são mais favoráveis hoje. Para sanear o BEC, o governo cearense fez um empréstimo de R$ 984 milhões à União. No fim da tarde de ontem, a reportagem também procurou o secretário da Fazenda, José Maria Mendes, e o procurador-geral do Estado, Wagner Barreira Filho, para comentar a decisão do CMN. Mendes não foi localizado. Barreira não deu retorno ao recado deixado com a secretária. LEILÃO - No leilão serão recebidos envelopes fechados. Se uma das propostas for igual ou superior a 80% do maior lance, serão feitas propostas de viva voz. Em março deste ano o banco cearense tinha patrimônio líquido de R$ 367,6 milhões. Fonte: Jornal Diário do Nordeste
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| Última atualização: 29/07/2005 às 10:06:00 |
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