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Notícias

  28/07/2005 

Lula volta a elevar o tom contra FHC em discurso no RS

Durante ato de criação da Universidade Federal do Pampa, em Bagé (RS), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou para cerca de 30 mil pessoas, comparou números de seu governo com período anterior e criticou ex-governantes “que perdem e não se conformam com a derrota”. 

"Algumas pessoas torcem para que o governante eleito seja pior do que eles; após deixarem o poder, torcem para o seu fracasso. Aqueles que perdem, em vez de se conformar com a derrota, ficam torcendo para que haja o fracasso do eleito. É como se o povo não valesse nada, valesse algo só no dia da eleição”. Esse foi o tom do discurso de improviso, de aproximadamente 40 minutos, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez nesta quarta-feira (27), em Bagé, interior do Rio Grande do Sul, para uma platéia estimada em 30 mil pessoas.

As alfinetadas no governo de Fernando Henrique Cardoso não pararam por aí. Ao falar sobre a importância da educação para o desenvolvimento do país, Lula defendeu os programas do governo federal que estariam garantindo o acesso de negros e pobres à universidade e disparou: “aqueles que não estudaram na Sorbonne, não são menos inteligentes por isso”.

Lula encontrou um clima favorável em Bagé, onde anunciou a federalização da Universidade Regional da Campanha (Urcamp), que passa a se chamar Universidade Federal do Pampa. A praça central da cidade foi tomada por milhares de pessoas que aguardaram durante horas para ouvir o discurso presidencial. Alguns protestos isolados acabaram perdendo força diante dessa manifestação de apoio. E Lula voltou a fazer o que vem fazendo nos últimos dias: com uma linguagem direta e sem rodeios, falou diretamente para o povo, criticando aqueles que governaram o país e nunca fizeram nada pela população mais pobre.

O presidente declarou ainda que, ao final de seu governo, as pessoas vão poder comparar as realizações de sua administração com o que foi feito nos últimos vinte anos no país. Ao afirmar que a população não estava sendo informada “das verdades que ocorrem no país”, Lula fez um rápido inventário daquelas que, segundo ele, são as principais realizações do seu governo.

Comparando governos
Falou dos investimentos em agricultura familiar que, em 30 meses, pularam de R$ 2,4 bilhões para R$ 6,1 bilhões. Destacou o programa Bolsa Família, programa de transferência de renda que, no mesmo período, teve investimentos que saltaram da casa dos R$ 2,2 bilhões para R$ 6,5 bilhões (e serão mais de R$ 8 bilhões em 2006, garantiu). E homenageou o ex-ministro Olívio Dutra, ao dizer que o Ministério das Cidades investiu, somente em saneamento, 14 vezes mais do que ocorreu entre 1995 e 2002.

Por fim, ao lado do ministro da Educação, Tarso Genro, destacou o Programa Universidade para Todos (Prouni), que estaria ampliando significativamente o acesso da população mais pobre ao ensino superior. “Se for pobre, já é difícil entrar na universidade. Se for pobre e negro, tem uma dupla dificuldade para chegar à universidade”, disparou Lula, sendo aplaudido pela população.

Para Lula, o governo federal está promovendo uma “revolução” na educação brasileira. Além do Prouni, citou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que cria um novo fundo de financiamento para a educação, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), destinado a atender os alunos da rede de educação básica. “Cada centavo investido na educação é a certeza de que nós estamos construindo cada vez mais uma cidadania de primeira classe para todos os 180 milhões de brasileiros”, assegurou.

Indignação com o “disse-me-disse”
Ao comentar a crise política e a onda de denúncias que afeta o PT e outros partidos, o presidente defendeu a apuração rigorosa de todas elas e a punição dos responsáveis, mas criticou o linchamento público de alguns políticos, sem a apresentação de provas definitivas. “Assim como sou contra a pena de morte, sou contra a condenação a priori de qualquer pessoa”, declarou, acrescentando que o principal que sua família deixou para ele foi ter “vergonha na cara”. “Muitas vezes tive vontade de fazer coisa errada quando era moleque, mas minha mãe era a primeira a me repreender. Hoje não tenho a minha mãe, eu tenho a minha consciência”, enfatizou.

Lula também disse estar indignado com o clima de “disse-me-disse” que teria sido gerado na atual crise política. Mas garantiu: “Nasci e vou morrer favorável a que todas as denúncias de corrupção, seja no governo ou fora do governo, seja no meu partido ou em outros partidos, seja católico ou evangélico, homem ou mulher. Se cometeu erro, tem de pagar pelo erro que cometeu”.

Protesto em Porto Alegre
Se, em Bagé, o clima era favorável ao presidente, em Porto Alegre, servidores da Previdência e militantes do PSTU e do PSOL realizaram um protesto contra a corrupção no governo federal. Cerca de 200 pessoas caminharam pelas ruas centrais da capital, carregando faixas e cartazes em protesto contra o esquema do “mensalão” e contra a atual política econômica. Os manifestantes seguiram para a entrada do Hotel Plaza San Rafael, onde Lula passa a noite.

Um dos discursos mais inflamados foi feito pela deputada federal Luciana Genro (PSOL), filha de Tarso Genro. “Não temos nenhuma confiança nos dois blocos da CPI. Nem no governo e no PP, nem no PSDB e no PFL. Quando acompanhei os depoimentos do Delúbio e do Silvinho, não sei se era mais triste vê-los tendo que se explicar sobre seus patrimônios ou ver o ACM Neto dizer que o PT foi quem inventou a corrupção” disparou Luciana.

Fonte: Agência Carta Maior


 

Última atualização: 28/07/2005 às 10:20:00
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