A emissora de televisão patrocinada pela Venezuela, Argentina, Uruguai e Cuba se propõe a mostrar outras vozes da América
No dia 24 de julho, uma nova rede de comunicação abre espaço na América Latina. É a TV Sul que - financiada pelos governos da Venezuela, Argentina, Uruguai e Cuba - se propõe a mostrar o revés dos fatos, o outro lado da notícia. “Veja o caso do Iraque: enquanto eles falam de guerra, nós dizemos invasão. Enquanto eles privilegiam os ataques aliados, nós colocaremos câmeras junto às vítimas civis”, afirma o colombiano Jorge Botero, diretor de jornalismo da nova emissora, em entrevista à Agência Carta Maior.
Sediada em Caracas, a Telesur iniciará suas transmissões através do satélite NSS 806, onde o sinal estará disponível, gratuitamente. No Recife, a programação será transmitida pela TV Capibaribe. Significa que poderá ser captada pelo canal 14 da TV à cabo Cabo Mais. “Embora a abrangência seja restrita, já é um bom começo”, afirma Rodrigo Cortez, da Diretoria de Rádio e Comunicação Popular da Prefeitura do Recife, que apóia o projeto.
O Brasil, embora não esteja entre os acionistas, tem firmado vários convênios com a emissora, têm dois correspondentes, além da parceria para colaboração operacional e de conteúdos. Na programação, 45% de informação, com uma equipe de correspondentes nos Estados Unidos, México, Argentina, Bolívia, Brasil, Venezuela, Cuba, Uruguai, Colômbia e Venezuela. Haverá ainda programas dedicados aos personagens anônimos do continente, filmes e música latino-americanos que não entram no circuito comercial.
A programação de lançamento prevê um encontro virtual dos quatro presidentes que fazem parte do controle acionário, e um programa biográfico sobre o herói venezuelano Simón Bolívar. O desafio agora é fazer com que o sinal da TV Sul chegue ao maior número de pessoas possível. Isso é possível com a instalação de um receptor digital de satélite e uma antena parabólica - com o custo estimado em 950 reais aproximadamente.
“Esta é a proposta: assumirmos o desafio de conseguir recursos para instalar o maior número possível destas antenas parabólicas - a rebelião das antenas - seja nas tvs comunitárias, mas também nos sindicatos, entidades culturais, associações, cooperativas, assentamentos rurais, universidades, escolas de jornalismo etc. Que escapemos do cerco da CNN, das grandes empresas de mídia que deformam e insultam a nossa luta”, afirma o comunicado do diretor da TV Sul no Brasil, Beto Almeida.
Fonte: Sindicato dos Bancários de Pernambuco |