Na tarde de ontem, 14/7, a Diretoria da AFBNB enviou documento ao departamento de jornalismo da Rede Bandeirantes de Televisão pedindo esclarecimentos quanto a informações veiculadas na emissora que relacionam o escândalo do transporte de grande soma em dinheiro – de forma até agora inexplicada, envolvendo dirigentes do Partido dos Trabalhadores no Ceará – a funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).
No dia anterior (13), o Jornal da Band veiculou matéria sobre a libertação de José Adalberto Vieira da Silva, ex-assessor do deputado do PT no Ceará, José Nobre Guimarães. Adalberto foi preso no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, tentando ir a Fortaleza com 200 mil reais numa mala e 100 mil dólares embaixo da roupa. Na matéria, o repórter afirma que “a polícia suspeita de que o dinheiro seria usado para pagamento de favores de funcionários do Banco do Nordeste do Brasil. E seria entregue a Kennedy Moura, ex-assessor especial do BNB”.
Dessa forma, o documento da AFBNB solicita que a emissora esclareça quais seriam estes funcionários, quais as provas que atestam a veracidade da informação veiculada e em que circunstâncias tais fatos teriam se verificado.
A seguir, disponibilizamos a carta, na íntegra.
Fortaleza, 14 de julho de 2005.
Ao departamento de jornalismo Rede Bandeirantes NESTA
Prezados Senhores,
A Diretoria da Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (AFBNB) tomou conhecimento que tem sido repetidamente veiculada por esta emissora a informação de que o escândalo do transporte de grande soma em dinheiro de forma até agora inexplicada, envolvendo dirigentes do Partido dos Trabalhadores no Ceará, estaria relacionada em benefício de funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).
Neste sentido, preocupada com a imagem da Instituição BNB e de seus recursos humanos, gostaríamos gentilmente de solicitar de V.Sas., se possível, que precisassem quais seriam estes funcionários, quais as provas que atestam a veracidade desta informação e em que circunstâncias tais fatos teriam se verificado.
Tendo a certeza que o compromisso de V.Sas. com a verdade e a ética, não se permitindo confundir com a prática condenável da calúnia, o que certamente poderia vir a gerar medidas jurídicas cabíveis, aguardamos ansiosamente sua resposta.
Cordialmente,
José Frota de Medeiros Presidente da AFBNB
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