O assessor especial do BNB, Kennedy Moura, pediu, no último dia 11, exoneração do cargo. Na imprensa, especula-se que seu nome esteja ligado ao petista cearense Adalberto Vieira, preso no aeroporto de São Paulo tentando embarcar para Fortaleza com R$ 200 mil em uma mala mais US$ 100 mil embaixo da roupa.
A Diretoria da AFBNB entende que as suspeitas que pairam sobre Kennedy Moura não atingem o Banco do Nordeste do Brasil e nem o seu corpo funcional. Sabemos que todos os processos dentro do Banco obedecem a normativos rigorosos em todas as suas etapas, além de serem fiscalizados por uma auditoria independente. É um processo colegiado do início ao fim. Por isso acreditamos que o BNB está blindado a práticas de corrupção, visto que a auditoria tem toda a competência para detectar qualquer anormalidade e trazê-la à tona.
Kennedy Moura, como é do conhecimento de todos, não era funcionário concursado do BNB. O cargo que ocupava, inclusive, era secundário e não mais estratégico, como o de chefe Gabinete da Presidência. Vale lembrar que o seu afastamento da chefia do GAPRE foi fruto de intensa mobilização da AFBNB e do funcionalismo, em campanhas realizadas no final do ano passado, após constatadas posturas autoritárias e antidemocráticas – como assédio moral – junto aos colegas da Área de Tecnologia da Informação.
A AFBNB segue firme na defesa do funcionalismo e da instituição BNB como promotora do desenvolvimento de nossa Região, cujos princípios são calcados na democracia, ética e transparência. Tanto que o novo Plano de Cargos e Salários e os critérios de comissionamento dos funcionários – só para citar dois pontos – são alvo de constante vigilância da entidade.
Entendemos que o momento presente é de extrema dificuldade para o atual governo, eleito pelos trabalhadores para ser um governo dos trabalhadores. Por isso, a AFBNB defende que sejam apuradas todas as denúncias, punidos todos os culpados e restaurado o imperativo da ética e da transparência no nosso país. |