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Notícias

  12/07/2005 

Reunião do G-8: 225 mil marcham contra a pobreza

Em seus quase mil anos de história, Edimburgo nunca havia presenciado nada parecido. Uma imensa onda de ativistas convergiu à capital da Escócia, dia 2/7, exigindo o fim da pobreza aos líderes dos sete países mais ricos do mundo mais a Rússia, o G-8. Nem mesmo as melhores previsões dos organizadores esperavam pelas 225 mil pessoas que invadiram cada viela do centro velho da cidade em torno da campanha "Faça da Pobreza História".

Desde as primeiras horas da manhã, a multidão chegava por trem, ônibus, bicicleta ou mesmo caminhando quilômetros de outras cidades. "Foi como um sonho realizado, depois de seis meses de trabalho incansável", celebra Thomas Hastie, coordenador do Jubileu da Dívida na Escócia. Junto com ele, nada menos que uma inédita aliança de 460 organizações não-governamentais, sindicatos, grupos religiosos e populares no Reino Unido e no mundo estiveram juntos na organização do protesto.

Vestidos de branco e ao som de apitos, tambores e até gaitas de fole, os manifestantes marcharam cinco quilômetros em volta do centro de Edimburgo formando uma imensa corrente humana. Em seguida, uma enxurrada de mensagens foi recolhida e colada em um imenso letreiro que será erguido próximo ao pomposo hotel onde os líderes do G-8 se encontrarão.

FALSAS PROMESSAS

A idéia da campanha foi criar uma voz popular em oposição ao encontro de cúpula do G8 que começou dia 6, em Gleneagles. Os manifestantes de Edimburgo gritaram em uníssono pelo fim da dívida externa dos países pobres, justiça no comércio internacional e mais e melhor auxílio financeiro à África. "É ingênuo acreditar na boa-vontade do G-8", apontou Yash Tander, que trabalha com movimento de agricultores sem-terra em Uganda. "Não podemos mais tolerar ajudas econômicas condicionadas à implementação de políticas neoliberais que, na verdade, estão na raiz dos problemas dos países subdesenvolvidos".

NADA DE CARIDADE

O empenho de ativistas deu frutos na última vez em que a cúpula aconteceu no Reino Unido, na cidade de Birmingham, em 1998. Naquele ano, o tema do cancelamento da dívida dos países mais pobres foi colocado na agenda dos líderes após o protesto de 70 mil pessoas nas ruas, algo até então nunca visto na história dos encontros. "Foi uma brecha que os movimentos populares conseguiram abrir. Nós percebemos pela primeira vez que podíamos influenciar a pauta do G-8", lembra Thomas Hastie.

Desde então, temas como justiça no comércio agrícola mundial também começaram a ser abordados pelos grupos de crítica ao G-8. De acordo com número das Nações Unidas, fazer o comércio funcionar em benefício dos países pobres poderia ajudá-los com a assombrosa soma de 512 bilhões de dólares cada ano. Seria suficiente, por exemplo, para capacitar todo o continente africano a não depender da ajuda de nenhum outro país do mundo e, ao mesmo tempo, fornecer a todos os seus cidadãos, educação e saúde pública.

Fonte: Brasil de Fato

Última atualização: 12/07/2005 às 10:03:00
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