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Notícias

  06/07/2005 

Emprego: Vagas, só para baixos salários

Em 27 meses de governo petista, mais de nove em cada 10 empregos novos criados foram ocupados por trabalhadores com rendimento mensal de até 1,5 salário mínimo (R$ 390, até abril). Num estratagema adotado pelas empresas para reduzir custos trabalhistas, frente a um pelotão de milhões de desempregados, foram demitidos quase 700 mil trabalhadores com salários superiores a três mínimos entre janeiro de 2003 e março deste ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Ao todo, foram abertas 2,46 milhões de vagas novas, resultado da contratação de 24,14 milhões de trabalhadores/assalariados, e da demissão de 21,68 milhões naqueles 27 meses. Pouco mais de 98% do saldo registrado no período (contratações menos demissões), algo como 2,422 milhões de pessoas, correspondiam a empregos de até 1,5 salário-mínimo.

A tendência se manteve no primeiro trimestre de 2005, quando 69,5% das novas vagas favoreceram trabalhadores com salários de até 1,5 mínimo. Houve cortes indiscriminados para vagas com rendimentos acima de três salários mínimos (mais de R$ 780 por mês, em valores da época, ou mais de R$ 900, tomandose o valor atual do salário-mínimo).

Rebaixamento

Os números mostram que o crescimento do emprego, no trimestre, deu-se às custas do sacrifício daqueles que ganhavam ligeiramente acima da média nacional. Mais claramente, as empresas cortaram vagas ocupadas por trabalhadores com salários mais elevados para recontratar empregados com rendimentos menores, o que vem determinando um avanço mais lento para a renda das pessoas ocupadas no setor formal da economia (com carteira assinada) e, portanto, influenciando negativamente o ritmo da atividade econômica.

"As empresas terminam demitindo pessoas com salários entre R$ 2 mil e R$ 3 mil mensais para contratar pessoas com salários em torno de R$ 350 a R$ 450", declarou o economista e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Márcio Pochmann, ouvido pela repórter Keite Camacho, da Agência Brasil. Como resultado, apontou Pochmann, a renda não consegue acompanhar o ritmo de avanço do Produto Interno Bruto (PIB), que mede o total de riquezas produzidas pelo país.

Fonte: Brasil de Fato (clique aqui para ver a matéria completa)

Última atualização: 06/07/2005 às 11:47:00
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