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Neste momento é necessário que o Banco compreenda a manifestação do conjunto dos funcionários
Sobre a apreciação da proposta de PCR apresentada pelo BNB, elogiamos o processo democrático das discussões conduzidas pelos sindicatos, com uma grande participação de todo o corpo funcional nos debates. A categoria benebeana se destacou pela qualidade das discussões realizadas e pela tomada de decisão consciente, referente não apenas às questões de cunho mais imediato, mas principalmente ao papel de BNB que estamos almejando a partir de uma política correta de valorização de seus funcionários.
Ao rejeitarem, na maioria das assembléias, a proposta de PCR apresentada pelo BNB, os funcionários indicaram a necessidade de ajustes a serem realizados na formatação no novo Plano. A AFBNB, para contribuir com o processo, levantou os principais pontos apontados como passíveis de modificações, os quais foram, formalmente, encaminhados aos sindicatos que compõem a Comissão Nacional, antes mesmo da reunião de negociação do dia 22/6. Os pontos indicados como fundamentais para o ajuste são:
1. garantia de isonomia salarial a todos os funcionários que tiveram o seu direito a promoções aviltado pela gestão anterior, permitindo assim que tenham os mesmos incrementos salariais daqueles que tiveram o direito por estarem com ação judicial; 2. ajuste de 4% para todos os funcionários que não têm ação judicial, como forma de transição para o novo PCR; 3. garantia de incremento no salário de ingresso, repercutindo na curva salarial dos cargos, independente das promoções por merecimento ou antiguidade, de forma a que os funcionários sejam prestigiados (considerando que trabalham em um banco de desenvolvimento); 4. apresentação do Plano de Funções, com as tabelas e valores; aprofundamento do estudo quanto ao processo de ascensão e acesso às funções; valorização e equilíbrio em relação às funções técnicas e gerenciais; incrementos mínimos em todas as funções; e retorno do cargo de TDE; 5. o não desmembramento da Gratificação Mensal da Remuneração Base; e, 6. o pagamento imediato do passivo das promoções.
Para efeito de esclarecimento aos funcionários que vêm freqüentemente solicitando posicionamento da AFBNB em relação à questão do PCR, informamos que durante a reunião realizada na manhã do dia 22/6, a Comissão Nacional, representada naquela oportunidade pelos sindicatos do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia, pela CNB-CUT e pela AFBNB, deliberou em apresentar ao Banco os itens acima como ajustes necessários à proposta de PCR, respeitando assim a decisão do conjunto das Assembléias.
Na reunião de negociação com o BNB, realizada na tarde daquele dia, a Comissão Nacional se omitiu à defesa de alguns dos pontos, se detendo à Gratificação Mensal e à solicitação de apresentação do Plano de Funções pelo Banco, além do pedido de pagamento do passivo. Na abstenção quanto à apresentação dos demais pontos, o representante da AFBNB, compreendendo que era necessário cumprir o acordado na reunião da Comissão Nacional, tentou expor, isoladamente, os demais itens da pauta, mas foi rejeitado categoricamente pelo BNB, logo ao tratar do item do ajuste de 4%.
Além disso, o Banco também modificou, de forma arbitrária, a tramitação do processo, pois enviará a nova proposta de PCR diretamente para o Governo Federal, e somente depois apresentará o Plano, novamente, para apreciação dos funcionários em assembléia.
A AFBNB, não compreendendo a atitude da Comissão Nacional, encaminhou ofício a todos os seus membros solicitando esclarecimento quanto aos fatos. A AFBNB considera que é incompreensível e inadmissível que os direcionamentos das assembléias não sejam encaminhados à Direção do Banco e que se procure, de fato, um verdadeiro processo de negociação, haja vista o resultado das assembléias. A AFBNB compreende a necessidade de unidade na luta, mas embora participante da Comissão Nacional, não pode coadunar com a forma como foi conduzida essa negociação e se põe contrária ao simplismo a que foi reduzida a participação massiva dos colegas benebeanos neste processo de rejeição do PCR.
Apelamos à Comissão Nacional, como entidade encarregada das negociações, que reveja a sua posição e negocie com o BNB as alterações na proposta de PCR, de forma que sejam contempladas as reivindicações apontadas nas assembléias pelos funcionários e que devem ser tratadas como compromissos dos próprios sindicatos.
A Diretoria da AFBNB |