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Notícias

  24/06/2005 

Bancos extorquem bancários com salários baixos e clientela com tarifas altas

Os jornais têm publicado nas últimas semanas o quanto as tarifas cobradas dos clientes pelos bancos tem feito uma significativa diferença na soma da lucratividade anual. Os balanços financeiros dos quatro maiores bancos (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Unibanco) realizados pela consultoria Austin Rating em 2004, apontaram um crescimento de 21% das tarifas e outros tipos de cobranças dos serviços bancários. Esta alta representa um lucro de R$ 21,8 bilhões.

Preste atenção nestes dados:

1) Itaú: Banco que teve em 2004 o maior lucro de sua história - o valor médio pago pelos 11,8 milhões de clientes é de R$ 522. As tarifas cresceram tanto, alta de 20,4%, para R$ 6,2 bilhões, que quase cobre por duas vezes a folha de pagamento do banco (186%).

2) Bradesco: As receitas de prestações de serviços atingiram R$ 5,8 bilhões no ano passado, valor que representa um crescimento de 27,8% em relação a 2003. Em 2003, cada cliente desembolsou, em média, R$ 314,26 para os cofres do banco. Já em 2004, o desembolso médio subiu para R$
370,97. Ou seja, um aumento de 18%. Esse valor cobre 99,2% de toda despesa de pessoal.

3)Banco do Brasil: cada um dos 22,1 milhões de clientes pagou, em média, em 2004, R$ 299 em tarifas, enquanto a receita do banco com tarifas subiu 20%, um lucro de R$ 6,6 bilhões.

4)Unibanco: no ano passado cada cliente desembolsou R$ 186, aumentando a receita com tarifas em 14,2% (R$ 3,2 bilhões). O banco passou a cobrar mais pelo uso do cheque especial(30%) e o que recebe com as taxas e tarifas corresponde a 64,1% da folha de pagamento.

Avaliação

A opulência do setor bancário com todo seu destaque mundial é fruto da política neoliberal do governo Lula de aumento dos juros: aos banqueiros lucros bilionários, aos trabalhadores uma vida de arrocho permanente.

"Importa ressaltar que nunca houve razão para a Fenaban e o governo federal não concederem perdas inflacionárias à categoria. Os banqueiros enriquecem fácil porque impõem salários de fome aos bancários e juros e tarifas cavalares aos clientes", avalia David Sá Barros, diretor do
Sindicato dos Bancários do Maranhão.

Fonte: Sindicato dos Bancários do Maranhão

Última atualização: 24/06/2005 às 13:02:00
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