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Notícias

  17/06/2005 

Saneamento básico do Brasil é um dos piores da América Latina

"No Brasil o mais preocupante é o meio ambiente - e dentro do meio ambiente, o saneamento básico é particularmente grave. É uma das piores situações do continente e da região", afirma Carlos Lopes, coordenado das Nações Unidas no Brasil, ao se referir à avaliação do cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) pelos países da América Latina e Caribe.

O relatório mostra que o Brasil foi o único país em que parcela da população rural com acesso ao saneamento diminuiu. Passou de 37% em 1990 para 25% em 2002. Segundo o ministro das Cidades, Olívio Dutra, os investimentos nas áreas de saneamento e também em habitação tem aumentado, mas ainda há muito por fazer. "Essas são questões estruturais, antigas, enraizadas, que não são resolvidas magicamente. As políticas que o ministério das Cidades tem desenvolvido na área de habitação e saneamento disponibilizam recursos para os municípios, estados e movimentos sociais muito maiores do que se disponibilizou em um momento imediatamente anterior, mas precisamos investir muito mais".

Aumentar o número de pessoas com acesso à água potável é outro desafio para o país. Embora a publicação afirme que o Brasil está próximo do cumprimento da meta, faz a ressalva de que a cobertura é relativamente baixa se comparada com os demais países da América Latina e Caribe. Na região urbana brasileira, 86% da meta foi cumprida. Subiu de 93% para 96% a proporção da população que tem acesso a uma fonte de água segura entre 1990 e 2002. No entanto, na zona rural, apenas 13% da meta estabelecida de reduzir pela metade a parcela da população sem acesso á água potável foi cumprida. O aumento foi de 55% para 58% nos últimos 15 anos.

Os resultados estão no relatório Objetivos de Desenvolvimento do Milênio: um olhar da América Latina e do Caribe, elaborado por 12 agências da Organização das Nações Unidas (ONU), com coordenação da Comissão Econômica para América Latina (Cepal), lançado ontem (16/6) no Brasil.

Os ODM foram adotados em 2000 pelos governos de 189 países, incluindo o Brasil, como um compromisso para diminuir a desigualdade e melhorar o desenvolvimento humano no mundo. Os oito objetivos propostos que devem ser cumpridos até 2015 são: erradicar a extrema pobreza e a fome; atingir o ensino básico universal; promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde materna; combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças; garantir a sustentabilidade ambiental e estabelecer uma parceria mundial para mundial para o desenvolvimento.

Fonte: Correio do Brasil

Última atualização: 17/06/2005 às 10:59:00
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