O número de pessoas ricas no Brasil cresceu 7,1% no ano passado, segundo pesquisa divulgada hoje pelo banco de investimentos Merrill Lynch e a consultoria Capgemini. Segundo o levantamento, denominado "Relatório Mundial de Riqueza", haveria cerca de 96 mil pessoas "ricas" no país.
O ano passado foi o segundo consecutivo a mostrar crescimento das fortunas individuais no Brasil. Em 2003, na estréia do governo Lula, houve um aumento de 6% na população de milionários brasileiros. Pelo critério da pesquisa, uma pessoa "rica" possui uma fortuna de pelo menos US$ 1 milhão (R$ 2,5 milhões).
Segundo o estudo, as políticas fiscal e monetária do governo Lula ajudaram a dirigir o crescimento econômico em 2004, ano em que o PIB (Produto Interno Bruto) do país cresceu 4,9%. O estudo faz um levantamento das riquezas individuais no mundo e pondera a evolução das fortunas pessoais em países desenvolvidos e em desenvolvimento.
Os resultados mostram que a mais elevada taxa de crescimento do total de riquezas individuais está na América do Norte (9,7%), seguida pelo Oriente Médio (9,5%) e com a Europa (4,1%) na "lanterna", prejudicada pelo baixo crescimento econômico da região.
Pelo critério de aumento da população de ricos, o Oriente Médio (28,9%) lidera com folga sobre a América do Norte (10,2%), na segunda posição. No primeiro caso, a criação de riqueza foi alavancada pelo preço do petróleo e das commodities, enquanto na América do Norte os ricos foram beneficiados pelas taxas de juros baixas e estáveis (que concentram os investimentos em renda fixa) e por uma reforma tributária mais favorável nos EUA.
A América Latina não se destaca em nenhum dos dois critérios, embora sua taxa de crescimento do total de fortunas tenha saltado de 1,3% para 6,3% nos últimos dois anos. O relatório destaca, no entanto, que a riqueza da região ainda permanece "altamente concentrada".
As empresas responsáveis pela pesquisa calcularam o total das fortunas individuais em US$ 30,8 trilhões, um salto de 8,2% sobre 2003. O número de ricos atingiu a marca dos 8,3 milhões de pessoas, um crescimento de 7,3% sobre o ano anterior.
Fonte: Folha Online
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