Cerca de 1% dos brasileiros mais ricos (1,7 milhão de pessoas) detém uma renda equivalente à renda dos 50% mais pobres (86,5 milhões). Esse dado ilustra bem a situação da desigualdade social no Brasil, que, apesar de alguns avanços nos últimos anos, continua ostentando o nada honroso título de uma das nações mais desiguais e injustas socialmente do planeta.
Segundo estudo divulgado no dia 1°/6, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao Ministério do Planejamento, o Brasil perde apenas para Serra Leoa, na África, no item distribuição de renda, em uma lista de 130 países. A pesquisa utilizou o índice Gini para medir a distribuição de renda, que varia de zero a um, sendo um o máximo da desigualdade. O Brasil ficou com 0,60 e Serra Leoa com 0,62. O índice brasileiro é cerca de duas vezes e meio pior que o verificado em alguns países desenvolvidos, como a Áustria (0,23) e a Suécia (0,25).
Conforme o Radar Social elaborado pelo Ipea, para avançar no combate à desigualdade, o Brasil precisa alcançar um nível sustentado de crescimento econômico e um modelo de desenvolvimento que viabilize a inserção da população no mercado de trabalho, aliado a um conjunto de políticas públicas para atacar o atual nível de desigualdade. Que políticas seriam estas? O Ipea apresentou algumas sugestões: aceleração da reforma agrária, ampliação da rede de proteção social, da Previdência, da assistência social, programas de transferência de renda, elevação dos padrões de educação e combate à discriminação racial e de gênero. De modo mais geral, defende uma política econômica e um modelo de desenvolvimento que combine crescimento com geração de emprego e renda.
Fonte: Agência Carta Maior (veja a matéria completa clicando aqui) |