Comecemos pela resposta: e nós? Nem negociação!
Os noticiários de ontem informaram que os bancários do Banco de Brasília (BRB) conseguiram 12% de aumento, índice superior ao reivindicado pela Contraf-CUT. A notícia causou surpresa na categoria, por ter sido apresentada no início da greve e vir acompanhada de outras conquistas, como 20,9% sobre a gratificação de caixa, 7% para as funções gratificadas e para o vale-refeição e reivindicações relacionadas à isonomia como o direito a 35 dias de férias para os oriundos de outras empresas incorporadas, a extensão do anuênio para os contratados a partir de 2000 e a garantia de emprego a todos os funcionários, previsto no regulamento pessoal.
Infelizmente, o que deveria ser o corriqueiro, o “normal”, ou seja, o reconhecimento do trabalho do corpo funcional, acaba se transformando em algo inédito: não lembramos de algo desse tipo ter acontecido nas últimas campanhas salariais.
O fato comprova que, havendo vontade (já que os lucros obtidos, conforme divulgados pelos próprios bancos, são estratosféricos) é possível ao patrão apresentar uma proposta digna, que atenda aos anseios da categoria e evite o prolongar de uma greve – já que os bancários não arredarão pé até que arranquem uma proposta digna.
No caso do BNB, todos os sindicatos da base do Banco votaram pela greve e a adesão das unidades aumenta a cada dia. A luta dos trabalhadores do Banco do Nordeste, além das cláusulas gerais, inclui várias pendências específicas, mas que podem ser resumidas em alguns pontos principais: isonomia de tratamento, piso e curvas salariais, reformulação do PCR (ponto, inclusive, pendente desde campanhas passadas). Para relembrarmos, na greve passada, a Diretoria do Banco se comprometeu “a buscar junto aos órgãos controladores, considerando negociação em andamento com as entidades, autorização para aplicação do percentual de 3% na tabela de cargos, a partir de 1º de outubro, com a retomada da avaliação da proposta de revisão a partir de 1º de novembro com conclusão em junho de 2010” (trecho retirado da proposta apresentada pelo Banco e que culminou no fim da greve).
A AFBNB continua mobilizada e mobilizando os funcionários do BNB a aderirem à greve e a participarem das assembléias e dos piquetes. Apenas com pressão é possível conquistar novos direitos e garantir a efetivação de conquistas passadas.
Continuemos em luta!
Quadro da greve no BNB (até às 15h)
Confira o quadro da paralisação no BNB, atualizado até às 15h de hoje. Conclamamos também todos os funcionários a aderirem ao movimento, reforçando a luta e pressionando o Banco a ceder às nossas reivindicações históricas, tais como reposição das perdas passadas, revisão imediata do Plano de Cargos e Salários (PCR), piso salarial, no mínimo, de acordo com o estabelecido pelo DIEESE e ISONOMIA. Reforçamos o pedido de ajuda aos representantes/funcionários do BNB na atualização dos dados. Pedimos também que nos enviem fotos/vídeos das mobilizações.
AL – Arapiraca, Batalha, Central de Retaguarda, Maceió Farol, Maceió Centro, Mata Grande, Recuperação de Crédito, Santana do Ipanema, Superintendência e União dos Palmares.
BA – Alagoinhas, Andaraí, Barreiras, Conceição do Coité, Central de Retaguarda, Central Operacional, Superintendência, Controle Interno, Camaçari, Cícero Dantas, Correntina (parcial), Eunápolis, Feira de Santana, Ipiaú, Ilhéus, Itapetinga, Irecê, Itamaraju, Juazeiro, Medeiros Neto, Morro do Chapéu, Simões Filho, Santo Antônio de Jesus, Salvador Pituba, Santa Maria da Vitória, Salvador Barra, Salvador Comércio, Teixeira de Freitas, URC, Vitória da Conquista.
CE – Brejo Santo (parcial), Canindé (parcial), Crato, Campos Sales (apenas os gestores não aderiram), Fortaleza Bezerra de Menezes, Fortaleza Aldeota, Fortaleza Montese, Itapipoca (parcial), Juazeiro, Maracanaú, Tauá (parcial). No Passaré, Universidade Corporativa (parcial), Ambiente de Análise e Acompanhamento, Tecnologia da Informação (parcial), Ambiente de Infraestrutura, Central de Retaguarda, Central de Cadastro e Responsabilidade Socioambiental (parcial).
MA – Açailândia, Bacabal, Central de Retaguarda, CENOP, Imperatriz, São Luiz Centro, São Luiz Renascença, Caxias(parcial).
PE – Araripina, Bezerros, Caruaru, CRO, Garanhuns, Goiana, Paulista, Petrolina, Recife Agamenon Magalhães, Recife Domingos Ferreira, Recife Centro, Oricuri, Vitória de Santo Antão.
PB – Alagoa Grande, CENOP, Catolé do Rocha (parcial), Campina Grande (parcial), Guarabira, Itaporanga, João Pessoa Centro, João Pessoa Epitácio Pessoa, Patos, Pombal, Sousa e Sumé.
PI – Campo Maior, Paulistana, Piripiri, São Raimundo Nonato, Teresina Centro, Teresina João XXIII e Valença.
RN – Assu (parcial), Angicos, Central de Retaguarda, CENOP, Caicó, Central de Apoio Operacional, Central de Controle Interno, GERAT, Natal Centro, Natal Prudente de Morais, Parnamirim, Superintendência (parcial).
SE – Aracaju Centro, Aracaju Siqueira Campos, Boquim, Estância, Itabaiana, Lagarto (parcial), Laranjeiras, Nossa Senhora das Dores, Propriá (parcial), Tobias Barreto. |