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Notícias

  31/05/2005 

Diretoria da AFBNB chama à reflexão sobre o novo Plano de Cargos e Remuneração

Após um período de aproximadamente dois anos, entre formatação e negociação do novo Plano de Cargos e Remuneração (PCR), o Banco do Nordeste do Brasil chegou a um ponto em que não está mais disposto a avançar no atendimento das demandas apresentadas pelos funcionários por meio das suas entidades representativas.

A Associação dos Funcionários do BNB (AFBNB), como uma das entidades integrantes da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB (CNFBNB/CNB-CUT), participou de todo o processo de negociação com o Banco, colocando-se de maneira firme na defesa dos interesses dos funcionários.

Entretanto, a fim de que os funcionários compreendam a posição da AFBNB diante da proposta final apresentada pelo Banco para o novo PCR, é necessário que se faça todo o resgate dos fatos, de modo que se possa ter uma visão mais abrangente da questão.

Inicialmente, foi instituída uma comissão paritária em junho de 2003. A expectativa das entidades era formatar um PCR compatível com uma instituição de desenvolvimento regional e não conformado às referências de bancos de mercado – e que, além disso, pudesse resgatar direitos suprimidos pela gestão anterior. Após a conclusão dos estudos, em dezembro do mesmo ano, o Banco não acatou a proposta da comissão, impôs a contratação de uma assessoria externa e instituiu as oficinas de modelagem, compostas por esta assessoria e funcionários indicados pelo Banco e pela Comissão Nacional.

Após a conclusão das oficinas, as entidades avaliaram que, dentre outros problemas, o Plano formatado apresentava uma curva salarial dos cargos bastante rebaixada; não reconhecia direitos dos funcionários, a exemplo da isonomia quanto a promoções; apontava para o aumento de valores nas funções, em especial nas gerenciais, em detrimento das funções técnicas, mantendo a mesma política da gestão anterior.

Insatisfeitas com o resultado das oficinas de modelagem, as entidades criaram um grupo específico, que trabalhou em uma proposta alternativa, sugerindo mudanças no PCR que melhor atendessem aos anseios do funcionalismo. Com base nesse trabalho, iniciou-se, então, um processo de negociação.

Durante o processo negocial, além de o Banco atuar, na maioria das vezes, de forma intransigente, avançando pouco nas negociações e postergando informações, vinculou o acordo das ações das promoções (impetradas pelos sindicatos dos bancários do Ceará, Rio Grande do Norte, Itapetinga e Vitória da Conquista) à aprovação do PCR. Sobre este aspecto, a AFBNB não se furtará a lutar para que o direito que está sendo assegurado àqueles que entraram e ganharam na justiça seja estendido a todo o funcionalismo do BNB.

Apesar de as entidades reconhecerem que houve avanços em relação à primeira proposta do Banco, fruto da persistência dos negociadores, determinação dos dirigentes da AFBNB, além do respaldo do conjunto do funcionalismo, houve um impasse na última rodada. Na ocasião, a direção do BNB alegou não poder avançar mais, estabelecendo como definitiva a sua proposta. Dessa forma, as entidades decidiram convocar assembléias a se realizarem até o dia 08/06.    

No entanto, o que se percebe é que o Banco, pelo fato de já ter apresentado resultados financeiros favoráveis e, principalmente, por explicitar com freqüência o seu compromisso com os funcionários, deveria avançar nas suas propostas e se colocar diante do governo, a fim de garantir, de fato, uma melhoria no padrão salarial de seus funcionários, estimulando-as a permanecerem na Instituição. É um risco para o futuro do BNB um PCR com as distorções que se apresentam – o que só vai levar a uma desvalorização do seu quadro de pessoal, a uma avassaladora disputa por funções, a uma enxurrada de ações trabalhistas.

No processo de aprovação ou não da proposta do BNB para o PCR, a próxima etapa é a orientação política a ser dada pelas assembléias dos sindicatos. Considerando a importância desse momento e a necessidade de que haja a participação da maioria dos funcionários, sugerimos que as assembléias sejam descentralizadas, ou seja, dentro das unidades. Conclamamos, assim, que cada funcionário faça uma reflexão sobre todo o processo e não referende o PCR, visto que a proposta ainda não é satisfatória para o conjunto dos funcionários. É importante que o resultado das assembléias pressione a Direção do BNB a reabrir as negociações e exija a aprovação do Plano o mais rápido possível.

Entre o PCR ideal e o PCR possível, ainda há questões que merecem ser discutidas. Por isso, a diretoria da AFBNB vem externar o seu descontentamento pela falta de sensibilidade, manifesta incapacidade em resolver determinadas questões e postura intransigente adotada pela Direção do Banco durante o processo negocial. Por fim, reitera a importância de se refletir sobre a proposta atual, para que o funcionalismo não corra o risco de aprovar um Plano sem conhecê-lo a fundo – ação que trará conseqüências para o futuro de todo o corpo funcional.

Diretoria da AFBNB

* Veja a nota completa na seção "documentos" do site da AFBNB, ou clique aqui.

Última atualização: 31/05/2005 às 16:05:00
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