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Notícias

  28/09/2010 

Quem é o Brasil?

Por Gilvan Rocha

A essa pergunta, responderia com todo o vigor a "juventude cara pintada", fiel ao slogan: "tudo o que pinta, pinta na tela da globo", e a imensa massa popular, encharcada pela cultura da mentira inoculada pela burguesia e pela esquerda convencional de perfil direitoso, que diz "o Brasil somos nós, nossa força e nossa voz". Nada mais falso do que o conceito de que "o Brasil é um país de todos".

A verdade, difícil de ser defendida, tamanha é a força da mentira, é que as terras, as fábricas, as minas, os bancos, os grandes comércios, os transportes de massa pertencem a uma classe: a burguesia. A imensa maioria dos brasileiros é formada por despossuídos e isso quer dizer que, quando lhes dizem ser tal coisa boa para o Brasil, é porque essa coisa é, ou foi excelente para a classe burguesa.

A fortuna, representada pelo Produto Interno Bruto – PIB, tem o quinhão maior abocanhado pela velha burguesia. Tanto é assim, que os ricos estão rindo à toa e investem maciçamente na candidatura de Dilma para presidente. Por sua vez, a parte menor do PIB é distribuída, de forma minguada, entre os despossuídos. Ao custo módico de 11 bilhões de reais, "o Brasil" concede o tão famoso "Bolsa família", que nada mais é do que uma forma de evitar tensões sociais e cooptar, hoje, milhões de eleitores, capazes de garantir o continuísmo da política perpetrada pelo governo.

Repetimos, insistentemente, que conceitos como "o Brasil somos nós" escondem a dura verdade de que, no capitalismo, os países são formados por distintas classes e camadas sociais, com diferentes interesses. A burguesia e a classe trabalhadora têm, indiscutivelmente, objetivos historicamente antagônicos. A burguesia busca, tão somente, manter a qualquer custo o sistema capitalista, que explora e espolia a maioria da população, enquanto destrói, de forma vil, o meio ambiente.

Enquanto isso, aos trabalhadores, aos despossuídos, só interessaria a superação desse sistema e a construção de uma nova ordem econômica e social capaz de semear a igualdade e a justiça.

 
(*)Gilvan Rocha é presidente do CAEP - Centro de Atividades e Estudos Políticos.

Fonte: Correio da Cidadania
Link: http://www.correiocidadania.com.br/content/view/5047/9/
Última atualização: 28/09/2010 às 08:24:00
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