|
Em levantamento inédito no Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) pesquisou 5.560 municípios no país, através de questionários respondidos pelas prefeituras municipais. A Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC) trata-se do primeiro levantamento ambiental, em nível de municípios. No último dia 13 de maio, um release divulgou o resultado da pesquisa que foi realizada em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e foi a campo em 2002.
Os dados apontam que queimadas e desmatamentos estão ocorrendo em todas as regiões do país e que em 47% dos municípios os gestores municipais relataram prejuízos em atividades econômicas primárias, como pesca, agricultura e pecuária, devido a alterações ambientais.
Sobre o Ceará, a MUNIC 2002 apontou que “em cinco municípios com criação de camarões bastante difundida – Amontada; Aquiraz; Icapuí; Limoeiro do Norte e Paracuru – houve prejuízos à pesca extrativa, causados pela degradação de manguezais e pelo assoreamento”. De acordo com o release, “a aqüicultura tornou-se alternativa econômica no Nordeste, mas sua expansão descontrolada prejudica ecossistemas locais e a pesca extrativa.”
A pesquisa apontou ainda que a pesca “é considerada importante por mais da metade (53,2%) dos municípios, e 34,7% das prefeituras (ou 1026) do país informaram diminuição do pescado por problemas ambientais”. De acordo com os gestores, a pesca é uma atividade importante no Norte (72,6%), no Centro-Oeste (59,8%) e no Nordeste (57,6%), tendo sido afetada, respectivamente, em 44,0%; 37,9% e 41,2% dos municípios por região.
A pesca predatória foi apontada por 75,2% das prefeituras ou 772 municípios, como o principal problema ambiental a afetar a pesca. Outros problemas citados foram: degradação da mata ciliar e manguezais (45,5% ou 467 municípios) e assoreamento dos rios (43,4% ou 445 municípios).
Fonte: Informativo SOS Zona Costeira, com informações do IBGE. |